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Copa do Mundo e a Política de Pão e Circo: o espetáculo que reorganiza a atenção global
Historicamente, os Estados Unidos utilizaram Hollywood, a música, as universidades e o esporte como instrumentos de projeção internacional. Entretanto, a Copa de 2026 expõe uma contradição: enquanto o país busca se apresentar como anfitrião do maior espetáculo esportivo do mundo, o governo Trump intensifica políticas associadas ao hard power, especialmente no campo migratório.
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há 4 dias4 min de leitura


Quando a Força Vem Antes da Paz: O Preço do Poder na Escalada Entre EUA, Israel e Irã
A imprevisibilidade da política externa trumpista, caracterizada pela preferência por canais informais como as redes sociais, em detrimento das vias diplomáticas tradicionais, agrava ainda mais a incerteza internacional. Este padrão não é meramente estilístico; ele representa uma ruptura profunda com os princípios do liberalismo institucionalista e com a própria tradição diplomática norte-americana.
CERES
há 5 dias6 min de leitura


Geopolítica: Adesão da Ucrânia à União Europeia envolve diversos fatores além da guerra
a entrada da Ucrânia na União Europeia não deve ser vista apenas como uma recompensa política por sua resistência, mas como uma transformação profunda do próprio projeto europeu
CERES
3 de jul.5 min de leitura


As ações de um Império desgastado: doutrina Donroe para América Latina e a instabilidade associada
A chamada Doutrina Donroe, estabelecida com a recondução de Donald Trump à presidência dos EUA em 2024, deixou de lado uma postura baseada em cautela e certo distanciamento com relação à política interna dos países da região da América Latina e passou a agir a partir do chamado princípio de excepcionalismo, elemento já observado anteriormente na política externa norte-americana no contexto da Doutrina Monroe (formalizada em 1823)
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2 de jul.14 min de leitura


SERIA O HOMEM UM ANIMAL POLÍTICO?
O artigo discute se o homem é um animal político, contrastando a sociabilidade natural de Aristóteles com o individualismo de Hobbes. O comportamento do cidadão brasileiro contemporâneo apoia a visão hobbesiana: a política é vista como um fardo, o que se reflete em altos índices de abstenção e no esquecimento dos votos legislativos. Afastado da cidadania ativa e repelido pela polarização, o eleitor busca o isolamento privado e age como um súdito.
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25 de jun.7 min de leitura


Dez anos após o Brexit: a renúncia de Keir Starmer ou o esgotamento do modelo britânico?
A renúncia de Keir Starmer às vésperas do 10º aniversário do Brexit encerra uma década de turbulências que transformou o Reino Unido. O voto de 2016 pela saída da UE prometia soberania e renascimento sob o slogan "Take Back Control". Dez anos depois, o balanço é ambíguo: o país recuperou a autonomia jurídica, mas enfrenta profundas sequelas econômicas, sociais e geopolíticas. A queda de Starmer reflete a crise de uma nação que ainda busca sua identidade estratégica no mundo p
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24 de jun.13 min de leitura


EUA e China Recalculam Relação: Leitura Consultiva
A visita de Donald Trump à China marcou uma transição do confronto aberto para uma competição administrada, focando na previsibilidade e estabilidade. Diante dos custos globais das tensões, ambos os países buscam conter danos. Xi Jinping propôs uma “relação de estabilidade estratégica”, priorizando a cooperação dentro de limites gerenciáveis. Para Pequim, o objetivo é institucionalizar mecanismos que evitem escaladas, garantindo o crescimento econômico e o fluxo de investimen
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23 de jun.3 min de leitura


Quem venceu a guerra? A construção de uma falsa narrativa americana na guerra contra o Irã
Donald Trump anunciou um acordo de paz com o Irã no G7, vendido internamente como uma vitória estratégica para as eleições. Contudo, os resultados concretos contradizem essa narrativa: o Irã manteve sua capacidade nuclear e o controle do Estreito de Ormuz, além de ver o regime fortalecido pelo nacionalismo. Aliados no Golfo recuaram, Israel isolou-se e os EUA colheram apenas um triunfo discursivo para o público doméstico, enquanto o equilíbrio geopolítico real pouco mudou.
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19 de jun.5 min de leitura


Da rivalidade à cooperação: Japão e Coreia do Sul na nova ordem regional
Desde 2025, Japão e Coreia do Sul vêm reconfigurando suas relações bilaterais, priorizando uma agenda de cooperação estratégica apesar da permanência de disputas históricas e territoriais. Ao contrário de períodos anteriores, os atuais governos buscam compartimentalizar temas sensíveis, como a ocupação japonesa, as compensações de guerra e a disputa pelas ilhas Dokdo/Takeshima, evitando que esses impasses comprometam a cooperação em áreas de interesse comum
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18 de jun.6 min de leitura


Geopolítica: Irã impõe uma nova configuração no Oriente Médio
Na prática, o Irã inaugura um novo capítulo na história do Oriente Médio após o que apresenta como sua vitória na guerra do Estreito de Ormuz. Com o anúncio de um acordo destinado a encerrar o conflito entre os EUA e o Irã, suspender o bloqueio naval, restabelecer a navegação segura pelo estreito e recuperar direitos iranianos que teriam sido limitados por resoluções anteriores dos Estados Unidos, do Conselho de Segurança da ONU e da AIEA , abre-se uma nova etapa no equilíbri
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17 de jun.6 min de leitura


O Governo Lula e o Regresso do Brasil ao Cenário Internacional
O retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República em 2023 representou não apenas uma mudança política interna, mas também uma tentativa de reconstrução da inserção internacional brasileira. Após um período marcado por desgaste diplomático, tensões ambientais e enfraquecimento do multilateralismo brasileiro, o novo governo passou a defender novamente uma atuação mais ativa nos debates internacionais relacionados ao clima, desenvolvimento, governança global e co
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16 de jun.7 min de leitura


Vidas precárias e violência internacional: a morte de crianças iranianas, libanesas e os enquadramentos da guerra contemporânea
As guerras de hoje em dia escancaram uma contradição que teima em existir no mundo: mesmo com um conjunto tratados e convenções que buscam proteger as pessoas em tempos de guerra — como as Convenções de Genebra e a Convenção sobre os Direitos da Criança —, a morte de civis ainda acontece frequentemente em ações militares.
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10 de jun.10 min de leitura


A Copa do Mundo de 2026 e a Geopolítica do Futebol: Soft Power, Soberania, Migração e a Transformação da FIFA em Ator Político Global
A Copa do Mundo organizada pela FIFA sempre ultrapassou os limites do esporte. Desde sua criação, o torneio constituiu um espaço privilegiado de projeção de poder, construção de legitimidade nacional e afirmação simbólica das grandes potências. O futebol, frequentemente apresentado como linguagem universal capaz de unir povos e culturas, tornou-se, ao longo do século XX e início do século XXI, um instrumento estratégico de influência política, diplomática e ideológica.
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19 de mai.9 min de leitura


Detergente, a Nova Cloroquina da Extrema Direita Brasileira
A tragédia do Brasil contemporâneo não está apenas na radicalização política. Está na transformação da ignorância em identidade coletiva, da violência verbal em virtude moral e do ridículo em plataforma ideológica. O bolsonarismo mais radical deixou de ser apenas um movimento político, tornou-se um fenômeno cultural marcado pela estetização da brutalidade e pela glorificação da estupidez.
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12 de mai.4 min de leitura


União Europeia: Agricultura e alimentação no caminho da segurança alimentar e climática
A agricultura e a alimentação estão no centro de duas das maiores questões estratégicas do século XXI: a segurança alimentar global e as mudanças climáticas. O setor deixou de ser apenas uma atividade econômica ligada à produção rural e passou a ocupar uma posição estrutural na estabilidade geopolítica, energética, ambiental e social no mundo atual.
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11 de mai.5 min de leitura


O Apagamento Drástico da Palestina: entre Mapas, Silêncio e a Política da Invisibilidade
A história da Palestina, sobretudo na Faixa de Gaza, está sendo reescrita não apenas por bombas, mas por narrativas. O que se observa hoje não é apenas uma guerra — é um processo multifacetado de apagamento territorial, simbólico e político. E talvez o mais alarmante seja que esse apagamento ocorre simultaneamente em dois níveis: no terreno e na percepção global.
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6 de mai.6 min de leitura


Geopolítica energética russa: o oleoduto Druzhba
Nos últimos anos, desde a entrada de Vladimir Putin ao poder na Rússia, a distribuição e o controle sobre fluxos energéticos vêm sendo usados como fortes ferramentas de política externa pelo Kremlin. Através de suas utilizações, a Rússia se tornou um parceiro comercial chave para a União Europeia, que, até o início do conflito russo-ucraniano, em 2022, era o principal destino de exportações de commodities como gás natural e petróleo da Rússia.
CERES
5 de mai.6 min de leitura


Democracia sem Democracia? Erosão Institucional, Polarização e a Morte do Diálogo no Século XXI
A democracia contemporânea enfrenta um paradoxo fundamental: mantém as suas formas institucionais, mas vê os seus conteúdos normativos progressivamente esvaziados. O enfraquecimento do diálogo, a deslegitimação do adversário e a instrumentalização das instituições configuram um cenário de erosão interna que não pode ser ignorado.
O ódio não pode substituir o diálogo político.
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30 de abr.5 min de leitura


Mudança de postura e estratégia: A nova abordagem da China em relação a Taiwan
Nas últimas semanas, ocorreu um encontro entre o Partido Comunista Chinês (PCC) e o Kuomintang (KMT), um dos principais partidos políticos de oposição de Taiwan. O encontro ocorreu em Pequim, envolvendo o presidente chinês Xi Jinping e a principal líder do KMT, Cheng Li-Wun, e teve como foco a retomada de diálogos entre Taiwan e a China. Em Taiwan, o KMT apresenta-se como um partido favorável à aproximação com a China.
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24 de abr.9 min de leitura


O Papel da Literacia Mediática e o Framing Noticioso, no Conflito EUA-Irão*
A cobertura mediática de conflitos internacionais não informa apenas, ela também molda percepções e pode reforçar narrativas estratégicas, exigindo um nível elevado de literacia mediática. É neste contexto que a literacia mediática se torna uma competência essencial, permitindo ao público interpretar criticamente discursos, identificar enquadramentos e resistir à manipulação informativa.
CERES
22 de abr.5 min de leitura
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