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A ascensão de Moçambique no continente africano

Bons ventos sopram a favor do continente africano no sentido de transformação e crescimento econômico de alguns de seus estados nacionais para o ano de 2015 em diante, como por exemplo, os países lusófonos. Essas nações irão impulsionar a economia continental, assim menciona o Banco Mundial no Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, através do relatório apresentado em janeiro deste ano. (1)

Vários aspectos fizeram a aceleração da economia do continente africano alavancar. As reduções dos índices de mortalidade infantil e de contração de HIV, e a melhora sensível na educação primária, bem como a redução da pobreza (2) trouxeram novas esperanças de uma vida melhor aos cidadãos desses países africanos.

Além dos aspectos sociais supracitados, outros, paralelamente, desaguam rumo ao crescimento do continente, como a atração de investimentos externos pela Etiópia, que atraiu os chineses para fortalecer seu setor privado, o que serve de estímulo aos outros Estados que compõem a região.

Embora o continente esteja em franco crescimento (guardadas as devidas proporções), é notório que ainda existam inúmeros problemas sem soluções imediatas, como os conflitos civis internos, sendo considerado o continente com maior número de conflitos duradouros em todo o mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Dos 54 países que compõem o continente, 24 encontram-se atualmente em guerra civil ou em conflitos armados – por exemplo, Somália e Ruanda -, assim como problemas sintomáticos de governança pelo fato de alguns Estados ficarem a mercê de governos centralizadores de poder, que desempenham suas funções de forma autoritária, como podemos ver no Sudão e na Guiné Equatorial.

Atualmente, a ascensão de grupos terroristas em alguns pontos do planeta, como no Oriente Médio, somada à ocorrência de conflitos internos, promoveu a expansão e inserção de práticas nocivas em alguns países africanos. Um exemplo disso é a aliança entre Boko Haran e Estado Islâmico na Nigéria, que elaboraram um pacto para concretizar a Jihad (que possui vários significados, mas no caso dos extremistas islâmicos, buscam travar a guerra santa, deturpando o real significado da fé religiosa).

Embora a África continental cresça em meio a alguns entraves para o seu desenvolvimento, há que citar o exemplo de Moçambique. Denominada República de Moçambique, sua capital é Maputo, seu idioma oficial é o português, tem população total de 25.830 mil habitantes. A nação possui recursos naturais energéticos ( hidroeletricidade, gás natural, carvão), minerais (titânio, grafite, …), madeiras e produtos piscatórios. Também tem como principais exportações: camarões, algodão, caju, açúcar e chá. (fonte Portal Moçambique).

Embasado no que tem de melhor, Moçambique deve ser o Estado nacional lusófono que mais irá crescer economicamente, pois, segundo o Banco Mundial, as perspectivas de desempenho passarão de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,2% em 2014, para 8,0 %  neste ano, o que demonstraria uma ascensão auspiciosa.

Os principais pontos que servirão de mola propulsora para a alavancagem da economia de Moçambique são os investimentos na logística e na infraestrutura de transportes – rodovias, ferrovias, portos e aeroportos -, o que expandiria a locomoção de mercadorias internas e externas, bem como o investimento na construção de uma central de gás natural, por meio de aportes financeiros externos das multinacionais Anadarko Petroleum, empresa norte americana e ENI, empresa italiana, que servirá de suporte para o setor energético que também recebe investimentos do Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique (CPI), espécie de agência governamental que avalia projetos ligados ao setor público, que captou dos Emirados Árabes Unidos investimentos na ordem de quase 1 bilhão de dólares.

Na linha de projetos que auxiliam Moçambique na ascensão econômica e que recebem verba para investimentos, estão ainda os setores de comunicação, agricultura e indústria. Também merece destaque o ramo hoteleiro e turístico devido à localização do país às margens do oceano Índico, o que lhe traz um retorno formidável com o grande número de turistas que visitam seus pontos turísticos.

Apesar disso, o país sofre com o risco de ser atingido por catástrofes naturais climáticas, como as grandes cheias que já ocorrem no respectivo território. Nesse ponto, são necessários investimentos para evitar esses problemas naturais para que não haja prejuízos, justamente em  um momento de grandes perspectivas de desenvolvimento.

Por fim, se continuar com essa volúpia na estruturação e reestruturação interna, Moçambique poderá e deverá crescer economicamente, aumentando o seu Produto Interno Bruto, gradualmente, até o ano de 2019, conforme relatório do próprio Banco Mundial discutido e emitido no Fórum em Macau no corrente ano, o que poderá fazer do país o mais vistoso e recomendado para investimentos externos não só da África continente como um todo, mas, principalmente, dos países lusófonos africanos.

Autor: Edney Firmino Abrantes

Referências:

http://www.forumchinaplp.org.mo/portuguese-speaking-countries-all-to-grow-in-2015-word-bank/?lang=pt

Africa Is on Time Maxim Pinkovskiy and Xavier Sala-i-Martin

Federal Reserve Bank of New York Staff Reports, no. 686 – August 2014

http://www.exame.com.br/topicos/crescimento

http://www.exame.com.br/topicos/banco-mundial

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