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América: Um continente e diferentes mundos

O descobrimento do continente americano em 1492 significou uma nova página na história da humanidade: o território vasto, cheio de riquezas e imenso potencial, foi dominado pela sede de conquista de diversos povos europeus e se tornou testemunha do ocaso de grandes civilizações que foram substituídas ou miscigenadas a outras vindas do além mar.

O velho continente Europeu, berço da cultura ocidental, viu na América seu futuro e contemplou como a mesma se desenvolvia ao passo que escrevia sua própria história.

A América cresceu junto com a diversidade de seu território e povo, encontrando aos poucos seu lugar no mundo.

A diversidade é tão inerente ao continente americano que se cristalizou em uma falsa homogeneidade, sendo difícil para muitos decifrar as diferenças existentes pelo fato de que nesse prisma a realidade que se projeta do continente possui arestas muitas vezes delicadas.

Também é certo que existem diferentes ângulos pelos quais podemos compreender esse prisma americano. Ao visualizar a América Latina estamos contemplando as arestas mais delicadas e, ao falar de sua relação com a América do Norte, estamos contemplando ângulos mais pronunciados devido à heterogeneidade existente entre ambas as regiões.

Da mesma forma que se avalia um diamante é preciso contemplar a América por todos seus lados e ângulos, tal qual faziam os colonizadores em sua busca por pedras preciosas. E por esse motivo o NEMRI – Núcleo de Estudos Multidisciplinar de Relações Internacionais escolheu o continente americano como o ciclo temático deste mês para nortear nossas pesquisas e estudos nas diferentes áreas que formam as relações internacionais.

Convidamos todos a desbravar os segredos do continente americano, seus diferentes ângulos e matizes.  Avaliar a inserção dos países da região, a dinâmica política e econômica, assim como o relacionamento interno e externo e dessa forma construir uma visão capaz de abranger toda a complexidade da região.

Do inverno perene do norte do Canadá ao deserto do Atacama no Chile, da floresta amazônica do Brasil às grandes metrópoles latinas, do gigante geopolítico americano (Estados Unidos) a pequenos países insulares como Trinidad e Tobago.  Uma porta para a reflexão e o estudo de uma região que desde seu descobrimento escreve sua própria história.

Bons estudos!

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