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As dinastias globais e os monarcas do poder internacional

A monarquia é o regime político que melhor resume o dualismo existente na raça humana. Se por um lado a figura do rei é associada ao poder, a nobreza e a justiça, por outro também resume a tirania, a desigualdade e o elitismo. Sendo notável a adaptação que a mesma teve ao longo da história e de como persistiu até os dias de hoje. A monarquia influenciou a formação do mundo tal e como conhecemos, nela o Estado Moderno teve seu berço – após a centralização do poder na figura do rei – e graças a mesma o mundo conhecido se expandiu e se transformou. A sociedade sofreu diversas mudanças assim como a dinâmica de poder e o equilíbrio do mesmo; ainda assim muitas das marcas deixadas pelo mundo monárquico sobrevivem no mundo atual. Na Europa a monarquia resiste em diversos países tais como o Reino Unido, Espanha, Suécia, Dinamarca, Holanda…. Embora sem o brilho de outrora e eclipsadas pelo avanço da democracia e das mudanças regionais. Na Ásia a monarquia possuí diversas faces, havendo coroas tradicionais, religiosas e imperiais. No resto do mundo a monarquia se apresenta de forma quase tribal ou ocultando ideologias totalitaristas. O mundo globalizado e moderno se fundamenta na democracia para sua expansão, mas o processo democrático é recente e ainda pouco consolidado no mundo, permanecendo diversas estruturas e formulações sociais intrínsecas da monarquia. A sociedade estamental deu lugar a sociedade de classes e as guerras entre ambas continuam vigentes. Ainda que os fatores que promovem essa estratificação mudaram ao longo do tempo é visível identificar a existência de classes na sociedade ou de grupos com diferentes ferramentas e formas de influenciar os processos decisório e a própria dinâmica de poder. O acumulo de riquezas volta a ser um problema incrementando as tensões sociais e ameaçando assim a própria democracia. A figura de uma liderança se faz cada dia mais necessária. As pessoas buscam em seus líderes uma atuação cada vez mais absolutista lhe cobrando responsabilidade inerentes das outras esferas de poder (Jurídico e Legislativo). Até mesmo quando se trata de política internacional, a diplomacia presidencial transformou aos poucos os presidentes em monarcas temporais que respondem pela totalidade de sua nação como nobres em um grande reino global. Uma notável diferença entre a monarquia do passado e esse novo reino global democrático é o fato de que o sangue já não é usado como elemento diferenciador, mas a capacidade de consumo e poder de influência, gerando dessa forma nobres do panorama político e econômico e a plebe que dificilmente consegue interferir nas grandes decisões. O Sistema Internacional se apresenta como uma democracia universal quando na verdade os países e seu poder permanecem assimétricos e estratificados. Havendo classificação de países pelo seu grau de desenvolvimento, pelos seus recursos, pelo seu poder político, ficando patente a falta de igualdade necessária para a existência de uma real democracia global. Embora a monarquia tradicional não conseguiu se restabelecer após o Congresso de Viena devido ao levante da republica nos principais países europeus o sistema internacional nasceu monárquico de modo que não é de se estranhar o fato de que mantenha grade parte de sua dinâmica atrelada a velhas fórmulas e concepções políticas. Por outro lado, essa herança da monarquia no sistema internacional também é visível no panorama econômico com grandes fortunas acumuladas em poucas famílias que dominam grande parte dos recursos do mundo inteiro, usufruindo de um status quase divino em relação ao resto da humanidade e formando dinastias globais que se perpetuam. No Brasil o reflexo dessa dinâmica monárquica se mantém com a existência de profundas mazelas sociais tais como a integração de índios e negros, e fatores políticos e econômicos, tais como a histórica dependência dos países mais ricos e a necessidade de alinhar o Brasil com as principais decisões globais e composição política brasileira. A existência de dinastias políticas como os Neves, os Gomes, os Campos entre outras famílias é uma das maiores evidências de um certo feudalismo que ainda percorre o mundo democrático e que dificulta a tão desejada renovação política e quebra de paradigma. Líderes populistas e até mesmo antagonistas populares como Donald Trump são talvez um reflexo de que no fundo a estrutura psicossocial da monarquia não morreu com a implementação da democracia, mas se transformou; Que os nobres perderam seus privilégios para essa classe social rica que possuí em seu elevado poder de consumo, um status diferenciado na sociedade global; Que a figura de um presidente seja confundida com a de um rei; Que dinastias políticas com o os Bush se perpetuam assim como os Borgias fizeram no passado e que a população seja vista como a base dessa pirâmide revelando o maior paradigma para a história da democracia que é fazer com que as decisões do povo sejam as que moldem a realidade e não as de uma pequena parcela oligárquica, caso contrário, porque não denominar a mesma de monarquia do capital ou mundo oligárquico.

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