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Discurso: O Bálsamo para A Paz?

Atualizado: 26 de set. de 2023

INTRODUÇÃO


Em meio aos interesses lícitos e ilícitos deu-se inicio em 24 de fevereiro de 2022 a guerra entre Rússia e Ucrânia. Vários atores estão direta e indiretamente envolvidos nessa demanda armamentista onde os abalos e conflitos se chocam nos mais variados campos de fricção. Os impactos atingem desde a individualidade dos cidadãos russos e ucranianos à política e à economia local, regional e global.


Embora as tensões entre Rússia e Ucrânia já demonstravam a necessidade de cuidados na década de 1990, em nenhum momento daquele período se imaginava que seria possível uma real invasão territorial. Apenas as apostas se davam no entorno de embates em outros espaços como, por exemplo, na política externa, na diplomacia, bem como na economia.


Mas, a dinâmica da política não permite que os espaços continuem vazios quando as demandas mal resolvidas se tornam ineficientes. A grande questão é saber trabalhar a prevenção. Em qualquer ramo existe um caminho a ser trilhado, mas, o direcionamento pode ser aplicado tanto no presente quanto na efetivação da projeção de futuro. Seguindo o teor aforista do Pensador Lizandro Rosberg “Cautela é irmã da inteligência, e aprendeu tudo com a sabedoria”, ou seja, ter cautela nas ações é sempre inteligente, mas ter sabedoria é possuir características prudenciais como virtude.


A cautela, a inteligência e a sabedoria – além do conhecimento técnico – são fatores de suma relevância para lhe dar com a política internacional, independentemente, das correntes teóricas clássicas do realismo, do liberalismo, do behaviorismo e das abordagens contemporâneas do construtivismo, pós-positivismo e outras, pois, qual é o Estado que não detém o conhecimento histórico do que significa uma guerra? Portanto, a resposta deve estar implícita no seu respectivo corpo diplomático onde a guerra deve ser a última tomada de decisão após as trincheiras da liberdade.


A violência imposta por um Estado a outro é uma forma de submissão, de destruição territorial, destruição estrutural material e cultural – histórico, no sentido da obtenção do resultado de captura pela força. MAX WEBER em sua obra “A política como vocação” defende que o estado é detentor do monopólio do uso da força física, haja vista, ele é considerado a única fonte que possui o direito de utilizar a violência por meio de um arcabouço legal, diferentemente de outros atores que compõem os cenários como, por exemplo, a sociedade, o mercado e demais instituições públicas e ou privadas.


Nessa linha de raciocínio a guerra é uma tomada de decisão complexa, mas, deve ser muito bem conduzida para se evitar prejuízos de toda natureza. CARL VON CLAUSEWITZ em sua obra “Da guerra” menciona o seu conceito como “A guerra é pois um ato de violência destinado a forçar o adversário a submeter-se a nossa vontade”, também abordando o embate como violento e no sentido de abater o adversário o tornando incapaz de resistir física e psicologicamente.


Não podemos deixar de ressaltar que a guerra – de acordo com as definições desses dois grandes analistas – é sim a última tomada de decisão ou vulgarmente a última trincheira depois do exaurimento de todos os atos diplomáticos. Não há como concordar com a dominação, a destruição e a morte de pessoas inocentes. O aforismo emanado pelo estoicista Sêneca se adequa exatamente no cerne da guerra da Rússia com a Ucrânia: “Se um homem não sabe para qual porto navega, nenhum vento lhe é favorável”.


No ensejo dessa discussão e, no olho do furacão da guerra mencionamos:

. A Rússia detém a razão para a invasão territorial? Qual o seu discurso?

. A Ucrânia detém a razão para não exaurir os meios diplomáticos para evitar o conflito entre os estados? Qual o seu discurso?

. A Organização das Nações Unidas poderia ter evitado a guerra esgotando os meios diplomáticos? Qual o seu discurso?

. A OTAN poderia ter evitado a guerra? Qual é o seu discurso?

. Quais os atores podem intervir diplomaticamente para terminar ou atenuar a guerra? Quais os seus discursos?


DISCURSO


Vimos no prólogo quais as definições de guerra e quais são os atores envolvidos nesse cenário. Nota-se também que o embate impactou o local, o regional e o global, principalmente, nos âmbitos politico – econômicos e diplomáticos e suas entranhas.


Assim, nós analistas temos que interpretar quais são os discursos que cada ator emite nesse conflito e como está o termômetro relacional entre os envolvidos. Mas, o que é discurso? Para que serve? Qual a sua estrutura? Senão vejamos.


Numa simples definição, discurso é toda comunicação do emissor encaminhada para o receptor no bojo do contexto de uma relação social. O seu teor pode ser direto, (quando se reproduz exatamente o que o seu emissor emitiu); indireto (quando se registra aquilo que foi emitido pelo emissor sob influência do seu narrador, mesmo que os seus respectivos tempos verbais sejam alterados, mas com o intuito de seu entendimento); e, por fim, há o indireto livre (cujo seu teor se dá com a fusão dos discursos direto e indireto, com a intervenção do narrador e do conteúdo das mensagens do emissor).


Regras à parte, em linhas gerais, o discurso é uma narrativa emitida pelo emissor e recepcionada pelo receptor de acordo com os parâmetros linguísticos acima. Aqui no Brasil o idioma é o português e para tanto, segue abaixo o roteiro para o desenho estrutural de um discurso:


Afunilando e passando para as linhas específicas, o conteúdo dos discursos dos estados, devem ser levados em consideração as suas características sociolinguísticas como, as culturas locais e regionais, histórico do indivíduo e suas heranças familiares que impactam e influenciam na emissão do teor narrado. Tal narrativa pode ser verbal ou não verbal, introduzindo-se, inclusive, imagens como supedâneo ao argumento. Tais alternâncias linguísticas podem ocorrer por consequência das variações diatópicas, regionais e geográficas, diafásicas, diastráticas e históricas.


Assim, nota-se que a comunicação é o ponto chave nessa relação social que gera propulsão para a realização dessa interação entre o emissor e o receptor da mensagem e dos símbolos gerados. A comunicação e a socialização recíproca necessitam da mensagem como referência daquele contexto sendo considerada como o objeto que carrega o seu conteúdo definitivo.


Concomitantemente, deve ser emitida a mensagem com intencionalidade e com argumentação onde se propõe uma ideia ou tese baseadas em argumentos que as comprovam. Nessa linha de raciocínio a textualidade é um fator preponderante para a identificação de todas as questões até aqui expostas e, como são necessárias ainda a sua interpretação e análises dos fatores da textualidade que implicam na organização linear do conteúdo emitido.


Existem ainda os fatores ambientais que podem e deve ser levado em conta pelo emissor ao enviar a sua mensagem ao receptor em forma de discurso como, por exemplo, a Sociedade da Informação contemporânea e suas variações inesgotáveis de interação por conta das tecnologias que resultam em inúmeros fóruns de discussões e debates como, por exemplo, as Ágoras virtuais existentes em escala global, incluindo as novas tendências que já existem como as comunidades digitais, reuniões e videoconferências, redes de relacionamentos, blogs e outras que, inevitavelmente, ainda irão surgir.


O conteúdo deve estar calcado na acentuação gráfica, na verificação das sílabas tônicas e átonas, bem como na utilização da boa ortografia – após a análise dos acordos ortográficos, aplicação de hífen, homônimos e parônimos, e, se for o caso, a colocação da ênclise, da mesóclise e da próclise, para uma melhor construção de narrativa. Não se pode esquecer-se das locuções verbais, das concordâncias verbais e nominais que darão equilíbrio ao bojo.

A estrutura textual deve ser respeitada para melhor entender o contexto reivindicado. Para tanto, os mecanismos de coesão textual são importantes para gerar uma lógica textual, ou seja, as referências, as reiterações e as substituições lexicais devem estar sintonizadas através dos seus conectores que darão correlações proporcionadas pelas conjunções, pelas preposições e pelos advérbios, todos de forma ordenada proporcionando ao receptor uma condição melhor de entendimento lógico e linear que resulta na aceitabilidade compreensiva.


A qualidade do conteúdo textual deve ser clara e eficaz. Para tanto, necessário será a aplicação da situacionalidade, da intertextualidade e da informatividade como formas de permeabilização textual apropriada para conseguirmos ligar os pontos contextuais, transformando-o em um tema concreto e questionável.


Após termos em mente o conteúdo do discurso, para transcrevê-lo, necessário verificar a tipologia textual para sintonizar as estruturas fixas e objetos definidos exatamente na forma que atenda as suas respectivas particularidades e seguindo o regramento descrito para cada gênero textual.


Por fim, o supramencionado é o molde ideal para a construção de um discurso estruturado e lógico. Lembrando que, nunca obtenha convicção de que o conteúdo do discurso que você esteja lendo seja correto, pois, os interesses podem estar inseridos de forma oculta, lacônica ou implícita, sendo necessária a realização da recepção, da leitura e da análise para posteriormente, estarmos convictos do seu significado.


Espero que, após a leitura desse tópico meus caros leitores, sempre estejam em dúvida dos conteúdos dos discursos emanados na guerra por qualquer um dos seus atores envolvidos no cenário caótico e destrutivo, pois, cada um tentará sustentar a sua versão no conteúdo envolvendo razão, emoção.


ORIGEM DA UCRÂNIA


Primeiramente devemos ressaltar que, a Ucrânia e a Rússia possuem ligação umbilical de herança cultural. Sendo assim, nessa linha de pensamento e de forma sucinta, no século XIII, após a sua fragmentação territorial e a criação de vários principados por consequência da invasão mongol, a sua geografia foi totalmente alterada, pois, se encontrava frágil e sem forças para a manutenção de sua respectiva unidade.


Assim, foi contestada e requerida por outras forças de poder como, por exemplo, a Comunidade Polaco-Lituana, Império Otomano, a Comunidade Austro-húngaro e o Czarado Russo. Este foi o detentor de poder desde o século XII ao século XVIII, ora denominado de cossaco, tendo permanecido forte até o século XVII. Neste século, o poder foi revisto e dividido novamente, agora para as forças de poder da Polônia e com o respectivo Império Russo, permanecendo sob a égide e o poder deste até o século XX.


No século XX, no ano de 1917, surgiu o levante da Revolução Russa que trouxe instabilidade ao Império Russo através de movimentos nacionais derrubando a monarquia e a subida dos membros do Partido Bolchevique ao poder, bem como de Vladimir Lênin que governou a Rússia Soviética de 1917 até 1924. Dentre este período, a República Popular da Ucrânia – que foi um desses movimentos internos – requereu a sua autodeterminação, pleiteando a sua independência. Nesse ínterim, especificamente, no ano de 1917 – inicio da Revolução Russa – a Ucrânia pediu efetivamente a sua independência – devidamente reconhecida em 23 de junho também do ano de 1917.


Por conta dessa dissidência e, durante o período de estabelecimento da República Popular da Ucrânia, esta foi uma das fundadoras da antiga União Soviética declarada no ano de 1922, mas, ainda permaneceu sob a tutela dos russos, incluindo ainda o período soviético que perdurou até o ano de 1991, (com a queda efetiva do Muro de Berlin) e a declaração do Soviete Supremo, consequência da Perestroika (abertura de mercado para a reconstrução e reestruturação econômica) instaurada em 1985 pelo líder governista soviético Mikhail Gorbachev.


Enfim, após essa linha histórica complicada, a República Popular da Ucrânia se tornou de fato e de direito independente aos olhos do mundo e perante aos demais estados, com status de estado-nação perante a Organização das Nações Unidas. Assim, mesmo se declarando um estado neutro teve aproximações com a Rússia e com a própria Organização do Tratado do Atlântico Norte-OTAN, sendo considerada, até então, um estado neutro, salvo quando aceitou a proposta da Aliança Atlântica para o ingresso aos seus quadros.


DISCURSO DA UCRÂNIA


Conforme as explicações superficiais sobre a origem da Ucrânia, destacamos agora o conteúdo do discurso da mesma sobre a guerra que lhe atinge em vários flancos. É sabido por todos e todas que, supostamente, o pivô desse embate entre os estados russo e ucraniano são os Estados Unidos.


Nesse rumo, os conflitos entre os Estados Unidos e Rússia são marcantes e históricos. Também superficialmente, é um embate que surge desde a década de 1960, com o inicio da Guerra Fria na disputa desvairada de quem era a nação mais poderosa. Dai veio à corrida armamentista, a corrida espacial e, mesmo tendo nesse intervalo, especificamente, na década de 1970 um arrefecimento entre ambos até o acordo nuclear que assinaram, através de um tratado que limitava a produção de armas nucleares.


A partir desse momento o diálogo imperava. Os países participaram de experiências juntos na exploração espacial, mas na década de 1980 com a chegada ao poder de Ronald Reagan e Margaret Thatcher a relação se esfria novamente, mesmo com a chegada de Gorbachev que, conforme já supramencionado, proporcionou mais liberdade econômica com a abertura ao mundo.


Mas, os Estados Unidos acatam um novo estado russo denominado Federação Russa no ano de 1991, ou seja, após a queda do muro e da URSS. A relação entre os estados caminha normalmente até por volta de 2010, quando Putin sobe ao poder na Rússia e desencadeia desentendimentos com Bush impondo novos obstáculos entre o relacionamento diplomático das nações.


Assim, o desvio de curso na explicação para referenciar a posição norte – americana entre a Ucrânia e a Rússia foi importante para a verificação se os Estados Unidos são ou não o pivô da guerra, mas, traremos com maiores detalhes no tópico específico sobre o seu respectivo discurso. Retornando ao discurso da Ucrânia, o presidente Zelensky traz em seu repertório teórico – discursal um conteúdo nacionalista onde expõe um pensamento que traduz a valorização das características fundamentais da nação ucraniana. Traz consigo também uma expressão patriótica calcada na liberdade e na ideologia política baseadas em uma ideia de nação forte e independente.


“Hoje estamos travando uma guerra neste caminho e não vamos dar a ninguém um único pedaço de nossa terra. Não vamos dar a ninguém um único pedaço de nossa história”, afirmou o presidente. “Estamos orgulhosos de nossos ancestrais que, juntamente com outras nações da coalizão anti-Hitler, derrotaram o nazismo”. Por fim, Zelensky acrescentou: “Não há algemas que possam prender nosso espírito livre. Não há ocupante que possa criar raízes em nossa terra livre. Não há invasor que possa governar nosso povo livre. Mais cedo ou mais tarde, venceremos”.



Obviamente, esse discurso é aquele que envolve os atributos da razão e da emoção. Claro que a razão no caso em tela se dá por consequência de uma invasão territorial do inimigo russo em solo ucraniano e, portanto, ensejar a liberdade para se libertar dessas amarras é essencial para os ouvidos da população ucraniana. Na outra extremidade do conteúdo está à emoção onde estimula os ânimos do povo resgatando o patriotismo para monoliticamente, todos e todas, de alguma forma, colaborem para conter os ataques ferozes da Rússia.


Nesse ponto, claro que o discurso tem que ser dessa forma, ou seja, libertário e patriótico com doses híbridas de razão e emoção pelos motivos e circunstâncias do momento. Mas, e antes da invasão? Teve ou não o exaurimento dialógico entre Rússia e Ucrânia? Quais os reais fatos que levaram a efetiva guerra?


Embora a Ucrânia tenha sido considerada um país mais independente após a queda do muro e da abertura e fim da URSS, mesmo com a criação e aprovação da Federação Russa, ainda teria ligações diretas e indiretas com esta desde a época do Pacto de Varsóvia. Haveria até então uma aproximação mínima nas negociações.


Essa independência levou a Ucrânia a se aproximar de outras nações, principalmente aquelas pertencentes ao Velho Continente, momento este definido no ano de 2012 com o quase ingresso da mesma na União Europeia com a criação de um acordo associativo, logo rechaçado por Moscou e acatado pelo presidente Yanukovich no ano subsequente.


O resultado desse embate criou uma série de movimentos que eram a favor do diálogo entre Ucrânia e Rússia no intuito de ingresso daquela na União Europeia. Esses protestos e manifestações geraram um movimento denominado de Euromaidan que degringolou na fuga do presidente Yanukovich da Ucrânia no ano de 2014.


Os ânimos exaltados criaram vários cenários inviáveis para diálogo entre Rússia e Ucrânia. Nessa trilha de inconformidades, a Rússia pressionou a Criméia e suas respectivas instituições internas dando um ultimato para referendar a sua independência. Pois, os russos tomaram a Criméia sob a alegação discursal para o mundo de que apenas resgatou o que já era de seu pertencimento.


Entretanto, por conta desse ato a Rússia criou conflitos com o G8 bem como com a OTAN liderada pelos Estados Unidos. Após a anexação da Criméia, os russos direcionaram os seus esforços para a conquista da Ucrânia sob a mesma alegação, ou seja, o pertencimento histórico-cultural da base social russa.


Esses movimentos das peças no tabuleiro de xadrez global aproximou a Rússia do xeque-mate na Ucrânia com a tomada de decisão e vontade de invadir o território ucraniano por considerá-lo estratégico.


As peças são movimentadas após a verificação da localização e as táticas e estratégias são definidas posteriormente ao cenário criado e propenso para as ações dentro do tabuleiro mencionado anteriormente.


Aqui é o ponto vital. A Criméia fora conquistada e a revolta contra a Rússia foi estendida a vários países do Ocidente, principalmente aos Estados Unidos e a OTAN. Os interesses russos agora apontavam para a Ucrânia e o seu desejo de ingresso na organização, haja vista, a dificuldade que teve na tentativa de inserção na União Europeia.


Conforme descrito na introdução deste artigo, em 24/02/2022 iniciou-se a guerra entre Rússia e Ucrânia. O atual presidente Zelensky emitiu ao mundo a mensagem de que a Ucrânia seria membro da OTAN o que causou ressalvas do governo russo contrariando o alegado. Foi aberto o canal diplomático para a tentativa de diálogo para evitar o confronto.

Uma solução mútua seria o melhor a se fazer antes de explodir a guerra. A sua eclosão afastou a reciprocidade, a mutualidade e a suposta solidariedade de ambas as nações para prevenir o respeito à Ordem Internacional e a ONU como órgão mediador.


Após algumas reuniões diplomáticas entre os países não houve evolução positiva no exaurimento do assunto. Algumas rodadas aconteceram em Belarus sem acordo firmado. Na Turquia em março de 2022 a Ucrânia e seu ministro Dmitry Kuleba e a Rússia com Sergey Lavrov sentaram novamente em mais uma rodada dialógica, mas, não chegaram novamente ao acordo.


Apesar das exigências dos dois lados, nada aconteceu. Sequer ambas visualizaram as questões humanitárias daquilo que poderia ocorrer com o terror da guerra. Acontece que, os dois países já estavam com as suas respectivas narrativas formuladas e, portanto, provavelmente, não mudariam de ideia em hipótese alguma.


Enfim, a Ucrânia irredutível em suas aspirações politico-internacionais determinada a ingressar na OTAN e a Rússia irredutível na não aceitação daquela para ingressar na organização sob a argumentação que o seu maior adversário os Estados Unidos fincasse raízes em solo ucraniano e, concomitantemente, estivesse presente na linha limítrofe da Federação Russa.


DISCURSO DA RÚSSIA


A guerra iniciou. Apesar das rodadas dialógicas diplomáticas a Rússia atacou o solo ucraniano. O confronto bélico é o meio para absorver o território como fim. O intuito russo é anexar geograficamente à Ucrânia para si sustentando parte do conteúdo do seu discurso de que esta é parte de sua base social desde sempre.


Além dessa alegação comum a Putin outra também serviu para dar supedâneo ao seu discurso, ou seja, a de que a Ucrânia apoia células neonazistas em seu solo e em seu governo.



Sendo assim, a outra parte do conteúdo do discurso se soma a alegação de que a OTAN, liderada pelo seu maior adversário, ora os Estados Unidos avança pela Europa rumo as suas linhas limítrofes.


Portanto, de acordo com o seu raciocínio lógico, dominar e anexar os territórios em que a OTAN se aproxima de suas fronteiras são vitais para a sua proteção e, paralelamente, cresce geográfica, econômica e financeiramente, pois, novos territórios lhe trarão mais pujança e força por um lado, mas pelo outro, sofre e sofrerá sanções de grandes nações como, no caso do gás pela Alemanha, bem como, mais da metade das reservas do banco central russo foram congeladas e muitas instituições financeiras do país foram impedidas de acessar o sistema Swift.


Os Estados Unidos devem anunciar a proibição de exportações para 70 entidades da Rússia e aplicar 300 sanções a “indivíduos, organizações, embarcações e aeronaves”. Já o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, disse que proibirá importações de minério russo, – importante fonte de receita do Kremlin – que deverá acachapar mais ainda a economia da Rússia em breve.


Existem ainda mais sanções à Rússia que serão anunciadas pelos EUA incluindo o bloqueio de 22 (vinte e duas) empresas e entidades russas ligadas ao setor de Defesa, (incluindo fabricantes de aeronaves de combate, veículos de combate de infantaria, sistemas de guerra eletrônica, mísseis e veículos aéreos não tripulados) que fragilizarão os russos quando o impacto chegar.


Embora A Rússia tenha excelentes relações comerciais com os BRICS e várias outras nações, principalmente do Sul Global, (onde a preferência é apoiar a Rússia em face dos Estados Unidos que possui fama de colonialista e Imperioso), também, por décadas, construiu boas relações diplomáticas com os estados pertencentes a esse eixo.



Mas, além das condições impeditivas que sofrem e ainda sofrerá o governo e, respectivamente, o povo russo, o que diz Putin?

“Eles têm um objetivo: destruir a antiga União Soviética e sua parte fundamental, a Federação Russa”.



Putin menciona que a OTAN e o seu maior líder e adversário e ou inimigo, ora os Estados Unidos, querem destruir a Rússia e o seu povo. Discurso típico de insuflação ao medo e ao ódio. Despertar emoções nesse momento é o desejo principal de quem pretende justificar um ataque de grandes proporções.


Desenterrar justificativas oriundas de um passado de Guerra Fria é uma narrativa de afronta aos princípios democráticos ocidentais? Ou é apenas uma mera narrativa de demonstração de força? Ou quiçá um suposto aviso para justificar um futuro ataque nuclear?


Não sabemos se de fato eclodirá um ataque nuclear russo à Ucrânia ou se a referida justificativa é preventiva, mas, ninguém em sã consciência poderia apostar nisso. Uma guerra nuclear poderá causar a destruição parcial ou total do planeta sendo uma ação sem volta. Para tanto, necessário no momento reabrir as rodadas de negociação novamente, mas sem balões de ensaio.


Para quem já possuía um enorme poder bélico, com uma grande força estatal representada pelas suas forças armadas e também com grande peso financeiro, – ainda contratar e se aliar ao grupo de mercenário denominado Wagner –, já demonstrava que iria subjugar o seu adversário em uma guerra desproporcional, mas as diplomacias dos envolvidos não fizeram questão de evitar e assim eclodiu.


Portanto, esse discurso não pode ser apenas uma peça meramente de oratória para se proferir ao público em alcance global, ou seja, em hipótese alguma pode ser emitido com esse fim. A retórica deve ser esquecida nesse momento, pois, de nada adiantará a eloquência se não houver efetividade na negociação.


Nota-se que as rodadas dialógicas diplomáticas para se prevenir a guerra de nada adiantou, haja vista o caos da destruição se iniciou, aliás, já passa de 1 (um) e meio de terror, infelizmente, já se encaminhando, supostamente, para um ataque nuclear. Na atual conjuntura esfacelada da guerra não valerá de nada ser altiloquente ou utilizar-se da logomaquia gerando ambiguidades sugeridas das mais variadas interpretações ou embates em torno de palavras expostas, tem que ser efetivo e objetivo. O tempo urge! A facúndia no atual cenário é inválida.


DISCURSO DA OTAN


A Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN é considerada uma espécie de aliança entre estados que comungam pela sua defesa comum, com sua sede fixada em Bruxelas. Atualmente é composta por 30 (trinta) países em seu quadro com o suposto lema “Defesa da Paz” que se compõe como um grupo de nações que atacam ou defendem em nome da paz monoliticamente.


Com todo o aparato que os estados possuem atualmente, seria mesmo necessária a existência de uma organização para atacar ou defender os seus interesses?

Além disso, os novos estados participantes dos seus respectivos quadros necessariamente têm de pertencer ao direcionamento geográfico a caminho da Rússia?

Nessa linha de raciocínio é de fato necessária a formação de um grupo de Estados-membros para fazer valer os seus direitos e a garantia de liberdade e segurança?


Sob a ótica da multilateralidade, por um lado, obviamente, há desproporcionalidade nas relações internacionais entre estados pujantes e não pujantes nos mais variados campos como, por exemplo, econômico, financeiro, bélico dentre outros, que fazem à diferença na realização dos negócios. Mas, por outro, existem mecanismos que toda e qualquer nação pode alcançar como, um bom corpo diplomático formado nas melhores escolas do mundo, representações junto aos órgãos internacionais, a evocação de tratados e convenções que fazem parte do arcabouço internacional e o respeito á Ordem Internacional e etc.; que podem servir de equilíbrio na balança relacional.


Mas, sob o prisma da abordagem realista, o lema “Defesa da Paz”, cunhado pela OTAN, – como objetivo maior da organização –, passa a ser um dilema, ou seja, um raciocínio ilógico partindo de premissas contraditórias, pois, o que atualmente se vê são estados que agem em interesses próprios e escusos e, monoliticamente, pressionam os demais que não lhe fazem parte, principalmente, os adversários político-ideológicos, geralmente, representados pelos países orientais como Rússia e China que ameaçam a liderança global dos Estados Unidos.


Embora a existência de uma Ordem Internacional e sua influência multipolar, (que em tese, devesse proporcionar um suposto equilíbrio de poder entre os estados nas mais variadas áreas), de fato, o mundo assim não está. As alianças entre os estados servem, atualmente, a interesses nada convincentes em benefício de um planeta harmônico. O que se nota são movimentos de fricção que geram fragmentações nas relações por conta de antagonismos relacionais político-ideológicos.


Por que será? Qual o motivo? Seria a busca pelo poder? Pela liderança global?

A resposta é simples, a multipolaridade obriga aos estados, dentro da Ordem Internacional a agirem diplomática e geopoliticamente, dividindo poder e protagonismo. Daí a necessidade de parametrizar, no bojo das relações internacionais e intergovernamentais, a promoção dos princípios da cooperação, da concertação e da democratização com interdependência e igualdade para melhorar as perspectivas de política externa.

Então, temos um mundo multipolar? Infelizmente não! A visão de uma Ordem Internacional multipolar não agrada á aqueles que vêem o mundo de forma unipolar. Aproveitando o ensejo, aos adeptos do sistema internacional unipolar temos a existência de concentração de riqueza, de poder e de força atreladas a uma única potência global que, não será contestada e sequer desafiada por outro estado, enfim, hodiernamente, os Estados Unidos assumem tal posição.


Mas, sozinho ele possui condições de dominar todo o sistema global? Até teria se fosse utilizar a sua força sem seguir o mínimo das regras previstas nas relações internacionais, assim, sob a sua liderança, em 04 de abril de 1949, em Washington, DC, ajudou a criar a OTAN que, atualmente, forma uma aliança de 30 países e, sob a sua batuta lhe proporcionam uma presença brutal no globo tornando-o sim a superpotência.


Portanto, para os Estados Unidos e para a OTAN o sistema internacional é unipolar concentrando as forças em seus estados membros lideradas pela superpotência, entretanto, possuem uma visão pessimista e agem na busca de vantagens. Estas características fazem os seus membros buscarem constantemente o poder travando inúmeros embates nas relações internacionais ensejando, infelizmente, a possibilidade de ocorrência de guerra como, por exemplo, o tema em voga neste artigo, ora a guerra na Ucrânia.


A abordagem realista faz da política internacional americana o combustível da busca pelo poder global. Concomitantemente, suas ações são baseadas na Realpolitik ora o contraste aos estados que agem com políticas ideológicas, ou seja, são ações consideradas pragmáticas em face às noções ideológicas.


Dentro dessa perspectiva, os Estados Unidos são o vilão da história em relação à guerra na Ucrânia? E a Rússia não tem culpa de suas ações? Não há vilões ou mocinhos nesses embates. Apenas são discursos emanados e, cada qual baseado em uma narrativa que lhe dá supedâneo na defesa dos seus direitos e interesses. O problema maior é que, não adianta vociferar discursos – seja de qualquer lado – se pessoas inocentes morrem e suas famílias são obrigadas a se refugiar deixando para trás tudo que construíram identitariamente. Infelizmente, quando isto acontece, NÃO HÁ COMO JUSTIFICAR A OCORRÊNCIA DE UMA GUERRA.


DISCURSO DA ONU


A ONU teve origem em 24 de outubro de 1945, após a Segunda Guerra Mundial e, atualmente, possui em seus quadros 193 estados membros e com sede em New York. Foi aqui também externado que, com a expansão da globalização se ensejou ao mundo a possibilidade de se tornar multipolar. Diante deste ensejo o espírito da organização é ser intergovernamental com características de cooperação entre nações.


Nessa linha e conforme já exaurido neste artigo sobre o assunto ‘guerra’ que se iniciou em 24 de fevereiro de 2022, quando Vladimir Putin decidiu atacar efetivamente a Ucrânia através de “operação especial militar”, – na sequência dessa declaração russa – a Organização das Nações Unidas se reuniu no sentido de tentar evitar o embate. Em sua estrutura interna existe um órgão denominado de Conselho de Segurança. Aqui cada estado que o compõe tem a sua cadeira com direito a voto em um total de 15 (quinze), sendo destes, 5 (cinco) são permanentes (com direito a veto) e o remanescente são considerados não permanentes, permeando a competência de zelar pela preservação da paz e da Segurança Internacional.


De imediato, começou aqui a atuação das Nações Unidas, especificamente no dia 25 de fevereiro de 2022, o intuito de prevenir o inicio da guerra. As rodadas de negociações diplomáticas na tentativa de solucionar tal conflito desencadearam cooperações mutuas entre os estados membros no sentido de acabar com as tensões bilaterais entre Rússia e Ucrânia.


A organização, além de exercer a cooperação entre as nações também detém a capacidade de discussão sobre a manutenção da paz e da soberania dos países. Daí, o seu Conselho de Segurança poderia evitar o efetivo conflito, bastando, apenas, votar contra a guerra, mas, obviamente, isto não aconteceu porque um de seus estados permanentes era a Rússia que logo vetou a Resolução oferecida na mesa de negociações, vindo à China, os Emirados Árabes Unidos e a Índia que se abstiveram do seu voto ajudando os russos.


Como em todo lugar onde as discussões e debates trazem a participação de entes com direito a voto, aqueles que estão direta e indiretamente com os seus interesses ligados ao tema da votação não deveriam possuir direito de votar e de vetar, transformando o escrutínio num ato sério e sem consequências drásticas no seu resultado.


Mesmo tendo uma função fundamental a ONU recebe inúmeras críticas construtivas quanto a sua atuação. Embora tenha a competência de aglutinar os seus estados membros na teoria por um lado, não consegue ter forças na sua atuação prática. Portanto, a ONU possui ou não legitimidade para atuar sobre esses assuntos de soberania? Sim, claro, pois, a sua estrutura só existe porque os estados membros a ratificam. Então, se a organização é legítima ela possui ou não autoridade para impor suas decisões? A autoridade sempre possui o direito e o poder de atuar e decidir, desde que, apoiada pelas tomadas de decisões democráticas do escrutínio. Dessa forma a ONU, em tese, detém esse direito, mas não tem esse poder, seja de fato, ou de direito, vide a participação direta da Rússia (a principal interessada na eclosão da guerra com a Ucrânia) que vetou a Resolução apresentada e pressionou outros membros do Conselho de Segurança a se abster.



Enfim, o que resta a ONU é usufruir de sua legitimidade para continuar o seu incansável trabalho de auxiliar na mútua cooperação entre as nações, bem como manter o respeito, a soberania e a paz nas relações internacionais como continua a fazer mediante a sua diplomacia, na tentativa de resolução da guerra e denunciando os crimes e abusos decorrentes das ações nebulosas dos envolvidos na guerra.



CONSIDERAÇÕES FINAIS


Vimos uma introdução compacta que relata o conflito entre a Rússia e a Ucrânia mediante a dinâmica política que gerou espaços no diálogo entre ambas. Do confronto se estendeu para a guerra, pois, tais espaços foram preenchidos pela sanha do interesse escuso e pela força.


Vimos também que as rodadas dialógicas entre Ucrânia e Rússia foram iniciadas antes da ocorrência de uma guerra, mas, infelizmente, ninguém cedeu em seus interesses e vontades e o embate começou.


Vimos ainda que, tanto a Ucrânia quanto a Rússia emanam discursos onde os seus respectivos conteúdos são narrativas que dão suporte as suas devidas versões. Cada um dos estados descreve atos protecionistas que dão guarida aos resultados obtidos.


Vimos às ações visíveis e ocultas do líder da OTAN, ora os Estados Unidos, que se vê representado em cada uma das nações que fazem parte dos seus quadros. Também é notória a toda comunidade multilateral e a Ordem Internacional que o caminho global apresentado pela organização vai de encontro às divisas territoriais e geográficas da Rússia que cominou na Ucrânia e o seu incentivo ao ingresso como membro.


Vimos que, mesmo sem o real ingresso da Ucrânia aos quadros da OTAN oficialmente, o seu líder, os Estados Unidos e os demais membros, ‘ajudam’ a mesma com dinheiro e armamentos para suportar os ataques russos em seu território.


Vimos que, cada qual possui as suas razões para sustentar as suas narrativas e versões nos conteúdos discursais emanados. Mas, vimos claramente, que nenhuma das nações envolvidas no cenário da guerra preencheu, preenche ou sequer preencherão as regras destacadas no tópico “DISCURSO” deste artigo de opinião. O que isto quer dizer realmente?


Simples, que dizer que, ninguém que participe de uma guerra tem razão e sim, apenas emoção. Os ânimos já estão abalados por afetações econômicas, financeiras, culturais, históricas e, além desses pontos, as mortes e as destruições cotidianas empobrecem o mundo. O sofrimento de milhões de pessoas que se veem obrigadas pela força e, pela violência, a migrarem para outros países como refugiados, deixando para trás, as suas vidas, as suas casas, as suas famílias e até, quiçá, as suas identidades em busca da sobrevivência perante o caos.


Atualmente, os profissionais que gravitam no entorno da guerra, sejam aqueles que atuam direta ou indiretamente, sofrem por analisar, por tentar ajudar de alguma forma aqueles que são impactados com o terror e a violência. Os discursos não ajudam, pois, a guerra infelizmente aconteceu e ainda acontece. As ações preventivas são essenciais para evitar problemas, prejuízos e manter a paz. Isso gera fadiga mediante ao sentimento de compaixão!


A fadiga por compaixão tem sido considerada a principal ameaça à saúde mental dos profissionais de saúde, principalmente, com o surgimento da pandemia, mas, que já abarcou vários outros profissionais. Trata-se de uma síndrome que causa exaustão física e emocional em decorrência do custo empático de lidar com o sofrimento alheio. No Brasil este fenômeno ainda é pouco conhecido, mas é bom divulgar a sua ocorrência.


Ninguém pode tornar a força e a violência como fatores de normalidade. A guerra não precisava ser desencadeada, pois, hodiernamente, toda nação possui corpos diplomáticos preparadíssimos e o embate poderia sim ter sido evitado. Os estados membros da ONU também poderiam entrar em ação e evitar o caos da guerra.


Mas, o cenário ai está! A guerra acontece como um rolo compressor que passa por cima da população ucraniana que sofre com as mortes e os refúgios. Os atores envolvidos e citados neste artigo emanam seus respectivos discursos cotidianamente. Então destaco: os discursos estão corretos? Possuem narrativas convincentes? Seus conteúdos defendem os seus interesses? Esses discursos preenchem as regras descritas para a sua estrutura?


Trazemos a dúvida sobre os conteúdos dos discursos emanados pelos envolvidos direta e indiretamente na guerra que acontece na Ucrânia, pois, nem tudo é o que parece ser. Interesses escusos e ilícitos permanecem nas sombras, no oculto e, tudo está definitivamente demonstrado nos seus dizeres por incrível que possa parecer. Quando se realiza uma análise profunda nas expressões verbais e não verbais, no simbolismo e seus significados imagéticos é possível desvendar os desejos e vontades dos interessados, lembrando as características peculiares como, por exemplo, as suas heranças culturais, históricas e sociais, somadas as suas políticas e ideologias que ensejam a visão de mundo de cada ator no cenário.


Convido a cada leitor, a partir de agora em diante, a olhar com desconfiança as narrativas descritas e emanadas nos conteúdos dos discursos e não se deixem ser abatidos pela síndrome da fadiga da compaixão e sequer pelas sucessivas manipulações, e passem a fazer parte – cada um na sua seara – e de alguma maneira, seja através de manifestações escritas ou verbais, diretas ou indiretamente, seja pela academia ou por qualquer outro ambiente, inclusive virtual, a buscarem a sua interpretação sobre os discursos da guerra na tentativa de provocar debates e discussões.





Dr. Edney Firmino Abrantes é advogado, Cientista Político, Escritor, Pesquisador, Professor universitário convidado pela Universidade de São Paulo (USP), onde ministra a disciplina Produção de Textos Persuasivos no curso de

Marketing Político e Propaganda Eleitoral na ECA-USP e pesquisador da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), onde é membro do grupo de pesquisa Jornalismo Humanitário e Media Interventions. Doutor em Comunicação Social no PósCom UMESP, Mestre em Ciências Humanas UNISA, Especialista em Ciência Política e Relações Internacionais FESP-SP, membro da Ordem dos advogados do Brasil Seção de São Paulo - OAB/SP, onde foi Presidente da Comissão de Ciência Política e da Comissão de Direito Eleitoral, ambas da Subseção de São Vicente/SP. Membro da Associação Brasileira de Ciência Política - ABCP e da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais - ABRAPEL, sócio - fundador do Think Tank Centro de Estudos das Relações Internacionais – CERES.


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