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Inovação, Smarcity e governo: a solução para a crise política no Brasil

Vivemos em uma época de intensas transformações e mudanças, onde a informação e a realidade ganharam novas dimensões e as redes sociais e mídias digitais, passaram a integrar o nosso dia a dia ao ponto de extravasar o limite entre o público e o privado, o real e o falso, o certo e o errado…

Em meio a essa transformação, existe também uma polarização que dilacera a sociedade, em meio do advento de uma nova revolução industrial, a famosa Industria 4.0… E tudo isso em época de eleições…

Mas em que Brasil devemos apostar? Quais são as propostas que devemos apoiar, a gestão e o modelo a ser implementado?

Basta dar uma volta em nossa história ou visitar alguns países vizinhos como Venezuela e Argentina, para ver que os velhos modelos aplicados em países latinos estão ultrapassados. Independentemente de sua posição, em um lado u outro da balança, o certo é que as nações emergentes devem inovar seus projetos de desenvolvimento e não emular velhas formulas, que quando aplicadas nas nações mais ricas, o fizeram em um contexto produtivo, econômico, social e histórico completamente diferente, de modo que reproduzir velhos modelos não trará novos resultados…. é preciso inovar!

A Inovação sempre é vista como algo relacionado com a alta tecnologia, porém nada mais é que repensar um processo, ou seja, podemos inovar não somente em termos produtivos, mas também o funcionamento de dinâmicas sociais, políticas e econômicas… Fazer diferente de verdade!

Nesse contexto de inovação entram as cidades inteligentes. Espaços nos quais as dinâmicas e processos inerentes do espaço urbano geram suas próprias respostas… um ecossistema cooperativo e colaborativo que respeita as diferencias e promove a inclusão… Em uma cidade inteligente o governo é somente um agente induzido pelas próprias dinâmicas da urbe, não sendo o único e exclusivo indutor, mas um colaborador de um ecossistema inteligente… Ou seja, já não é um modelo partidário, filosófico e político o que guia as autoridades, mas a própria consciência da suas cidades, suas demandas e dinâmicas harmonizadas… A cidade se transforma em um ente inteligente…

Talvez seja essa a inovação que necessita o Brasil e a sociedade brasileira. Não repetir modelos políticos que se mostram falhos e que são até mesmo questionados em países desenvolvidos, não aceitar promessas vazias ou discursos antigos renovados… Assim como é preciso repensar nossas cidades, nossa produção… também devemos repensar nosso governo e nosso projeto de desenvolvimento da nação… o que reitero… não se faz repetindo fórmulas antigas… mas… inovando…

Na atual conjuntura, devemos buscar formulas de harmonizar os interesses da população e ao mesmo tempo refletir as mudanças internacionais, tais como a movimentação do eixo Atlântico para o Pacifico e  processos globais como a industria 4.0. Replicar modelos que estão sendo questionados ou sofrendo mudanças não é uma fórmula eficiente de introduzir o Brasil no futuro, mas uma forma certa de condenar o país ao passado… É preciso analisar eventos como as transformações da economia americana e o protecionismo tão amplamente apoiado por sua população assim como e os constantes ataques ao livre mercado da suposta nação mais liberal do planeta… Por outro lado é preciso avaliar a expansão do capital chinês no mundo e a crescente re-estatização de empresas no Reino Unido… ou seja, os próprios países que representam modelos evoluídos refletem esse estado de anomia que existe no mundo… Onde capitalismo, socialdemocracia, comunismo, se confunde com a própria expansão e contração do capital que trata de se readaptar as novas dinâmicas do cenário global e das novas tecnologias…  O custo de não inovar… será novamente se posicionar na periferia global como meros exportadores de matéria prima incapazes de planejar sua ascensão nem de se beneficiar de seu posicionamento global e potencialidades…

Uma eterna Casa Grande, onde uma pequena camada integra a realidade global, e uma grande senzala se disfarça de democracia vendo seus amos trocar de cadeira cada quatro anos…


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Bibliografia:

Latin America in the 21st Century: Toward a New Sociopolitical Matrix – Manuel Antonio Garreton. 2008

Inovação no Setor Público: teoria, tendências e casos no Brasil – Organizadores: Pedro Cavalcante, Marizaura Camões, Bruno Cunha e Willber Severo / Brasília, 2017

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