Do luta à política: o significado da morte de um Aiatolá
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Flávia Abud Luz
A confirmação da morte de Ali Khamenei, Líder Supremo do Irã, feita neste domingo (01/03/2026) pela rede de comunicação estatal foi seguida por uma série de questões no contexto internacional e interno que versam majoritariamente sobre a estabilidade do regime iraniano e o impacto de uma transição de poder forçada para a segurança regional considerando sobretudo os ataques iniciados pelo país persa à bases norte-americanas fixadas em países como Emirados Árabes, Kuwait, Jordânia.
A nota de pesar proferida pelo gabinete do presidente iraniano Pezeshkian deu o tom do momento: o recurso à narrativa de martírio presente na história do xiismo (sobretudo em sua vertente duodecimal, ou seja, os xiitas que seguem a doutrina dos doze Imames), a condenação das ações militares dos EUA e Israel (seu aliado na região) e a promessa de vingança frente ao ataque, ato que coloca os formuladores de política externa e analistas em sinal de alerta para os possíveis desdobramentos internacionais dinâmica regional estabelecida, considerando os vínculos e pontos de contato existentes entre a ideologia e teologia do líder supremo e populações xiitas presentes no Levante (Síria, Líbano, Iraque) e Golfo Pérsico.
O quadro atual é complexo, multifacetado, e a sua leitura requer a compreensão de aspectos importantes, a saber: a) o papel do líder supremo após a revolução islâmica (1979), a relevância da narrativa de martírio para a história do xiismo e sua apropriação pelo regime (como na guerra Irã x Iraque) e no contexto da morte de Khamenei; b) a crise de legitimidade do regime iraniano desde os massivos protestos de 2022 após a morte da jovem Mahsa Amini.
Assim, o intuito do presente texto é fazer uma análise de conjuntura em que irei tratar brevemente os pontos acima para elaborar um quadro, uma espécie de frame, para auxiliar no entendimento de possíveis desdobramentos no contexto iraniano e internacional, considerando a dinâmica regional estabelecida.
a) O papel do líder supremo após a revolução islâmica (1979)
O líder supremo é o chefe de Estado e a mais alta autoridade político-religiosa da República Islâmica do Irã, visto que ele não pertence formalmente a nenhum dos três poderes, mas se coloca acima deles por meio de poderes de nomeação e supervisão. Governamentalmente, a pessoa que é o líder encarna a doutrina do wilayat al-faqih ou doutrina do governo do jurisconsulto, que une as dimensões político-religiosa e social ao permitir que um clérigo desempenhasse funções que eram tidas como exclusivas dos Imames, tais como a liderança política e espiritual da comunidade e a condução do jihad, em uma espécie de substituição após ocultação do 12º Imame, ocorrida ainda no século X d.c (Fischer, 1980).
Logo após a Revolução Iraniana (1979) o papel de líder supremo foi desempenhado por Khomeini, que passou de um opositor carismático de oposição a chefe de um Estado teocrático. Sua atuação foi marcada pela consolidação do princípio da de ação do jurisconsulto como fundamento estruturante do novo regime, conferindo ao Líder Supremo poderes amplos sobre as Forças Armadas, o Judiciário, os meios de comunicação estatais e a nomeação de membros-chave do Conselho dos Guardiões.
Khomeini operou uma transformação profunda do sistema político iraniano, substituindo a monarquia do Xá por uma forma de teocracia constitucional, na qual a soberania popular se encontrava subordinada à supervisão clerical. Entre 1979 e sua morte, em 1989, o clérigo exerceu uma liderança decisiva em momentos críticos, como a consolidação interna do regime, a repressão a opositores seculares e de esquerda, bem como a condução do país durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988).
Nesse sentido, sua autoridade carismática foi central para legitimar a mobilização social e militar, especialmente por meio da mobilização dos conceitos de martírio de jihad, considerando as alterações interpretativas dos referidos conceitos, visto que quando da revolução o jihad foi “construído e justificado” por líderes iranianos nos termos da defesa do Islã (principalmente dos valores islâmicos restabelecidos após a retirada do Xá e a reversão de diversas políticas seculares implementadas pela dinastia Pahlavi) ou da República Islâmica do Irã (no sentido de defesa de um território nacional), ou da defesa de ambos.
A autoridade como líder supremo também foi utilizada para reconfigurar a hierarquia clerical; visto que opositores como o grande Aiatolá Shariatmadari foram politicamente neutralizados, indicando que a partir de então a posição clerical dependia do poder estatal ligado ao wali al-faqih.
Além disso, a emissão de decretos religiosos com impacto internacional — como a fatwa (um decreto legal) contra Salman Rushdie em 1989 — demonstrou a projeção transnacional de sua autoridade jurídica e simbólica. Ao final de sua vida, Khomeini havia consolidado um modelo híbrido de republicanismo supervisionado por autoridade clerical suprema, cuja institucionalidade garantiu a continuidade do cargo de Líder Supremo após sua morte, com a sucessão por Ali Khamenei.
A eleição de Khamenei exigiu mudanças constitucionais para permitir sua nomeação apesar de não possuir a mais alta qualificação religiosa tradicional exigida anteriormente, ou seja, a condução a partir da hierarquia clássica dos marja’, em um sinal importante da primazia política sobre credenciais clericais no regime iraniano. O episódio marcou a consolidação do poder de Khamenei e a transformação da posição de Líder Supremo de uma autoridade puramente religiosa para uma central de comando político e de segurança.
b) A relevância da narrativa de martírio para a história do xiismo e sua apropriação pelo regime (como na guerra Irã x Iraque) e no contexto da morte de Khamenei
O martírio de Hussein e seus companheiros, ocorrido em 680 d.C. na planície do deserto de Karbala (atual Iraque), foi um importante marco ponto de inflexão na história islâmica no sentido de desenhar a doutrina religiosa-política e a identidade xiita, fato que evidenciou as diferenças, inicialmente políticas – relacionadas às crises de sucessão do Califado muçulmano desde a morte do Profeta Maomé –, entre sunitas e xiitas.
A narrativa dos eventos ocorridos em Karbala, que evoca as ideias de sofrimento, compaixão, justiça e até mesmo de sacrifício por um bem maior (traduzido por meio da noção de martírio), ao longo da história revestiu-se de um tom político e passou a integrar discursos de crítica política, social e econômica, direcionada a “inimigos” externos, tais como o imperialismo ou colonialismo, e/ou internos, materializada sob a forma de pressões investidas contra líderes locais, governantes.
O uso para fins políticos dos símbolos que compõem a Narrativa de Karbala iniciou-se no período posterior ao martírio de Hussein, ainda no século IX, quando o ritual da Ashura se expandiu no Iraque e passou a ser observado e reconhecido por líderes como uma potencial ferramenta política que poderia ser promovida ou desencorajada dependendo de seus objetivos e/ou interesses políticos(Armstrong, 2008).
Na história mais recente do Irã, por exemplo, o Xá Reza Pahlavi proibiu as encenações do martírio de Hussein durante comemorações da Ashura por considerá-las “primitivas”, ação essa que colaborou de maneira efetiva para o aumento da insatisfação de grande parte da população xiita com relação ao Xá.
Posteriormente, o ritual da Ashura se tornou um elemento-chave da mobilização política de diversas parcelas da sociedade iraniana e encerrou a dinastia Pahlavi, em um movimento capitaneado pelo clérigo xiita Ruhollah Khomeini (que exilado por 14 anos no Iraque teve contato com alguns dos clérigos que seriam responsáveis pelo processo de reavivamento do xiismo, tais como Sayyid M. H. Fadlallah, que no Líbano passou a ser visto como importante fonte teológica e guia para os movimentos que buscavam organizar as comunidades xiitas em torno de demandas comuns).
Na Guerra Irã-Iraque o uso da narrativa de Karbala também foi essencial para o processo de legitimidade social e religiosa da atuação dos combatentes, visto que a figura do Imam Hussein surgiu nesse momento como uma inspiração para os voluntários e/ou soldados iranianos e suas famílias, tendo em vista que a ênfase era conferida à coragem do Imam, e, além disso, existia a crença de que aquele estaria presente no campo de batalha para “assistir os soldados e prover a eles o apoio espiritual para que possam fazer seu sacrifício”.
Algumas das batalhas foram nomeadas Karbala1, Karbala 2, e assim por diante; aqui a relação entre aqueles que iam ao front (ou enviados pelo exército iraniano ou voluntariaram-se) e o Senhor dos Mártires (Sayyid al-Shuhada, o Imam Hussein) foi insistentemente apresentada por líderes religiosos como forma de alcançar a vitória em mais um embate contra a opressão e a tirania, sendo que ao longo da Guerra Irã-Iraque esta última foi representada pela ação de agressão iniciada pelas tropas de Saddam Hussein ao território iraniano.
A confirmação da morte de Ali Khamenei neste domingo (01/03/2026) já ativou o recurso à narrativa de martírio presente na história do xiismo (sobretudo em sua vertente duodecimal, ou seja, os xiitas que seguem a doutrina dos doze Imames) como forma de indicar que a morte do líder se insere na histórica batalha do islã contra a injustiça e a opressão, sendo que neste contexto o “papel” de opressor recaiu sob os Estados Unidos e seu aliado mais direto na região, Israel, enquanto que a ação de contestação contra a injustiça e ingerência externa no país ficou a cargo de Khamenei. Aqui as figuras presentes na narrativa de Karbala - Hussein e o Califa Yazid - retornaram com seus paralelos para outro embate e é justamente nessa intersecção entre política e religião que o novo governo do país deve tentar buscar certa legitimidade. Outro elemento que não pode ser ignorado na equação nesse contexto foi o fato dos ataques que causaram a morte de Khamenei terem ocorrido justamente no Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.
A retórica norte-americana, por outro lado, utiliza de afirmações da pretensão nuclear iraniana para legitimar os ataques realizados e que garantiram a morte de Khamenei. Em suas manifestações na coletiva e em redes sociais o presidente Donald Trump buscou apresentar a ação como um “ato de defesa” para o povo americano, destacando inclusive a necessidade de uma transição de regime para garantir também a segurança de Israel frente a uma compreendida ameaça existencial.
Além disso, a mensagem de Trump também incluiu o chamado para que os membros da Guarda Guarda Revolucionária Islâmica e outros aliados regionais deixem suas armas e ao se dirigir ao povo iraniano se apresentou como a uma força que conduzirá à um novo governo[1].
c) a crise de legitimidade do regime iraniano desde os massivos protestos de 2022 após a morte da jovem Mahsa Amini
Em 2022 observamos por mais de dois meses uma série de protestos nas ruas de cidades como Teerã, Saqez (cidade natal de Amini) e que tiveram como catalisador principal a morte da jovem curda Mahsa Amini poucos dias após sua detenção feita pela polícia da moralidade do país sob a acusação de que ela não estaria utilizando o hijab (véu islâmico que cobre os cabelos) de forma correta, adequada. Mulheres, meninas, trabalhadores, estudantes secundaristas e universitários passaram a integrar uma série de manifestações que protestavam de forma aberta contra a autoridade da já questionada polícia da moralidade, além de trazerem palavras de ordem sobre os direitos das mulheres e a falta de liberdade no país.
A atuação das mulheres nos protestos que se iniciaram logo com a notícia da morte de Amini ganhou grande repercussão na mídia internacional que parecia observar ali um ineditismo, porém é importante utilizarmos esse contexto para ressaltar o já consistente e importante papel desempenhado por elas em manifestações populares desde a Revolução Iraniana em 1979, bem como retomar o histórico de demandas delas acerca de seus direitos no contexto do estado teocrático.
Com a chegada dos clérigos xiitas ao poder no final da década de 1970 um discurso de cunho conservador acerca do papel das mulheres que clamava pelo “retorno” destas à vida doméstica, vista como correta e autêntica, tinha como consequência mais direta seu afastamento de algumas atividades da esfera pública, bem como de algumas profissões, e o questionamento de uma série de reformas nas leis de família (que regem elementos como o casamento, o divórcio e a custódia de filhos) desenvolvidas no governo de Mohamed Reza Pahlavi (1941-1979).
As mulheres desapontadas com o discurso oficial do governo revolucionário e preocupadas com os retrocessos em seus direitos adquiridos ao longo do denominado processo de secularização/modernização do país passaram a alterar seus discursos e práticas, desenvolvendo assim um novo discurso feminista que questionava as tradicionais interpretações das fontes sagradas do Islã, clamava pelos direitos das mulheres e posteriormente deu origem ao movimento de reforma no país persa (Mir-Hosseini, 2011). A revista iraniana Zanan, criada no início da década de 1990, atuou de maneira ativa no que diz respeito à divulgação e circulação de textos e reflexões feministas, mesmo sob repressão do governo.
Diferentemente dos protestos do Movimento Verde de 2009 – que em sua maioria conseguiram reunir pessoas advindas da classe média e urbana em manifestações que aos poucos deram espaço ao surgimento de um discurso de meio termo em que o governo iria promover “pequenas reformas e manter sua estabilidade”–, os protestos organizados na crise causada pela morte de Amini e ao longo dos meses subsequentes reuniram, mulheres, meninas, trabalhadores, estudantes secundaristas e universitários que demonstraram sua determinação em questionar não apenas o autoritarismo do governo iraniano e seu aparato de força/segurança, mas também clamar por aspectos como a ampliação dos direitos das mulheres, da liberdade de expressão, além de apontar as disparidades econômicas presentes na sociedade iraniana já impactada pelas consequências de uma série de sanções econômicas internacionais.
Em meio à repercussão da escalada da violência em sua tentativa de reprimir os manifestantes, cujo número de mortes chegou a ultrapassar 300 pessoas, de acordo com informações do Alto Comissariado das Organizações das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o regime insistiu em tratar as manifestações como uma ameaça à segurança e se utilizou de uma já clássica narrativa de confrontação contra o Ocidente e sua percebida influência no país e na região como forma de deslegitimar as demandas de seus nacionais e inserir os protestos em uma lógica que não cabe mais para os dias atuais.
A tradição religiosa (e sua relação com o poder estatal), o nacionalismo e a violência foram ajustados ao longo das últimas décadas de maneira a garantir certa estabilidade ao regime, porém nem mesmo a forte coerção impediu que os manifestantes insatisfeitos com aspectos econômicos, sociais e políticos continuassem nas ruas em busca de suas demandas; e os protestos continuaram em 2023.
Uma leitura daquele momento foi a de que o perigo de uma transição forçada, ou seja, de uma derrubada do regime, estaria na configuração das diferentes forças políticas em um novo governo, ponto que também foi observada pela União Europeia[2] , por exemplo, por conta da preocupação que o bloco demonstra com relação às forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (e sua atuação violenta na repressão aos manifestantes nos últimos meses), bem como os conflitos existentes no país persa entre curdos separatistas e tais forças. Recentemente, em fevereiro de 2026, as forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica entraram para a lista de organizações terroristas da União Europeia[3].
A chegada de 2026 foi marcada por uma série de protestos no país persa. Em seu discurso, Khamenei repudiou os manifestantes, classificando-os como “tumultuadores” e acusando os protestos de serem manipulados por interesses estrangeiros, especialmente pelo governo dos Estados Unidos. Ele criticou abertamente o presidente norte-americano, afirmando que seus supostos incentivos à população iraniana teriam incentivado a destruição de propriedades públicas e privadas, e rejeitou qualquer ideia de que o regime recuaria diante das demonstrações de rua.
Em paralelo, a repressão estatal aos protestos incluiu bloqueio de internet, detenção de milhares de manifestantes e confrontos violentos com as forças de segurança — fatores que aprofundaram a crise e atraíram críticas internacionais sobre a violação de direitos humanos.
A morte de Khamenei altera o equilíbrio de forças políticas e religiosas, ou seja, é um evento com implicações estruturais para o sistema político iraniano e para a arquitetura de segurança da região. Um primeiro impacto que já pode ser observado está relacionado ao processo de sucessão e a estabilidade do regime, ou seja, o líder supremo concentra em si competências centrais no modelo constitucional iraniano - a saber: comando das Forças Armadas, nomeação do chefe do Judiciário, influência decisiva sobre o Conselho dos Guardiões e controle estratégico sobre política externa e segurança - e o processo de transição prevê a escolha de um novo líder a partir de uma Assembleia de Especialistas.
A atual transição pode ser difícil, considerando uma fragmentação no interior do regime (a partir de disputas entre clérigos, Guarda Revolucionária e setores pragmáticos), a pressão social e econômica já acumulada por anos de protestos e repressão por parte das forças do regime, e por último a possibilidade de uma militarização política, considerando uma ampliação da influência da Guarda Revolucionária.
Ainda estamos lidando com as primeiras reações relacionadas à morte de Khamenei, a resposta das forças iranianas e assim diversas movimentações devem ocorrer nesse país que é chave para diversos aspectos da política do Oriente Médio e Norte da África. Será importante observar o posicionamento do governo teocrático acerca das críticas feitas por conta das retaliações feitas às bases norte-americanas no Golfo, além de considerar as implicações da atuação do novo líder interino, Alireza Arafi, que passou a integrar o Conselho de transição ainda no dia 01/03/2026 . As peças continuam a se movimentar no xadrez da política internacional.
Referências
ARMSTRONG, Karen. Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
MIR-HOSSEINI, Ziba. Beyond ‘Islam’ vs ‘Feminism. IDS Bulletin, vol.42, n1, Brigthon, England,p.67-76, 2011.
MOMEN,Moojan. An Introduction to Shi’i Islam: the history and doctrines of twelver shi’ism. New Haven; London: Yale University Press, 1985.
SAFFARI, S. The legitimation of the Clergy's right to rule in the Iranian constitution of 1979. British Journal of Middle Eastern Studies, 20, 1993, pp. 64-82.
FISCHER, Michael M. J. Becoming Mollah: Reflections on Iranian Clerics in a Revolutionary Age. Iranian Studies, v. 13, n. 1, 1980, p. 83-117.

Flávia Abud Luz
Professora de Relações Internacionais. Doutora em Ciências Humanas e Sociais pela UFABC. Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Esp. em Política e Relações Internacionais pela FESPSP e Bacharel em Relações Internacionais pela FAAP. Áreas de interesse: Teorias pós-coloniais, Relações Sociais de Gênero, Direitos Humanos e Movimentos de Mulheres, Conflitos Internacionais, Política e Religião, especialmente temas relacionados ao Oriente Médio (sub-áreas Levante e Golfo Pérsico); política doméstica libanesa. Autora dos livros " Feminismo Islâmico, Movimentos Sociais e a Reconstrução dos Direitos das Mulheres no Marrocos (Editora Appris, 2025)" e "A apropriação dos conceitos de martírio e jihad pelo Hezbollah e a questão da violência como resistência (Editora Appris, 2020)". Atualmente desenvolve pesquisa acerca das relações entre gênero, religião e Relações Internacionais. Integrante dos grupos de pesquisa Ylê-Educare: Educação e Questões Étnico-Raciais (PPGE/Uninove); Gina - Grupo de Pesquisa em Gênero, Raça e Interseccionalidades; Direito à Educação, Direitos Humanos e Políticas Públicas (UNIAN/SP); Grupo de Estudos e Pesquisa em Movimentos, Interseccionalidade e Políticas Educacionais na América Latina - GEMINAL (Univas/MG). É filiada à Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI).

