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Coreia do Sul e o Estreito de Ormuz: os limites da influência americana sobre Seul
Os Estados Unidos vêm pressionando a Coreia do Sul para contribuir com esforços destinados a restabelecer a liberdade de navegação no estreito, considerado estratégico para o fluxo internacional de petróleo, gás natural e outras commodities. A administração de Donald Trump tem deixado claro que espera uma participação mais efetiva de seus aliados, e a Coreia do Sul ocupa uma posição particularmente relevante por ser uma das maiores economias industriais da Ásia
CERES
há 12 horas8 min de leitura


Data centers, gás natural e a nova geopolítica energética
A expansão acelerada dos data centers e da inteligência artificial está, portanto, criando um setor específico de alta demanda de consumo de energia, na qual o gás natural tende a ocupar posição cada vez mais estratégica. Isso ocorre porque as infraestruturas digitais operam 24 horas por dia e exigem elevados níveis de confiabilidade, estabilidade de frequência e disponibilidade elétrica.
CERES
4 de set.8 min de leitura


A guerra sem fim no Oriente Médio e a ameaça de uma nova crise global de insegurança alimentar
Petróleo, fertilizantes e produção de alimentos nunca estiveram tão interligados. A relação entre petróleo e segurança alimentar é estrutural. O petróleo influencia os custos de máquinas agrícolas, irrigação, transporte rodoviário, armazenagem, refrigeração, processamento e distribuição.
CERES
19 de ago.5 min de leitura


Geopolítica: reconfiguração da segurança regional do Golfo Pérsico e uma nova ordem geopolítica
A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não deve ser interpretada como a causa fundamental dessa transformação, mas como um poderoso acelerador de tendências que já estavam em curso, expondo de maneira mais evidente as fragilidades da ordem internacional contemporânea
CERES
14 de ago.6 min de leitura


O que são os Panda Bonds e por que o Brasil quer emitir títulos na China
O Brasil deu o primeiro passo para emitir, pela primeira vez, títulos da dívida pública no mercado financeiro da China. Até hoje, as emissões brasileiras no exterior são concentradas principalmente em dólares e, mais recentemente, em euros. Agora, o governo pretende acessar diretamente o mercado de capitais chinês e captar recursos em yuan, a moeda da China.
CERES
30 de jul.6 min de leitura


Inteligência Artificial, um novo fator de poder geopolítico
. Os Estados Unidos e a China já não consideram a inteligência artificial unicamente como um setor econômico de alto valor agregado, mas sim como uma questão de soberania nacional, competitividade industrial, segurança e liderança geopolítica. A corrida pelo domínio dos algoritmos se parece cada vez mais com as grandes competições tecnológicas do século XX
CERES
28 de jul.10 min de leitura


Como a ASEAN responde à nova Ordem Mundial
Neste mês de julho, nas Filipinas, ocorreu a reunião de Ministros das Relações Exteriores da ASEAN, justamente em um momento em que o bloco está sendo pressionado simultaneamente pela rivalidade entre Estados Unidos e China, pela aproximação da Rússia com a região, pelos impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã e pelas tensões no Mar do Sul da China.
CERES
27 de jul.5 min de leitura


A Diáspora: uma estratégia de influência francesa subaproveitada
A diáspora francesa possui um enorme potencial estratégico subaproveitado pelo Estado devido à falta de visão geopolítica e ao foco meramente administrativo. Enquanto potencias como Índia e Israel mobilizam suas redes globales para impulsionar a economia, a tecnologia e a influência internacional, a França desperdiça o capital humano altamente qualificado de seus expatriados. O desafio atual é converter essa presença difusa em uma infraestrutura global de projeção de poder na
CERES
24 de jul.12 min de leitura


A Democracia Está Morrendo. Ainda Não Percebemos
A democracia não morrerá pelas mãos de um general, nem será enterrada por um golpe de Estado clássico. Não haverá tanques nas ruas, nem o encerramento abrupto dos parlamentos, nem a suspensão imediata das constituições. A democracia do século XXI morre de forma muito mais sutil, mais sofisticada e, por isso mesmo, mais perigosa: morre pelas mãos dos próprios cidadãos, convencidos de que estão a defendê-la.
CERES
21 de jul.4 min de leitura


As conquistas da Frente Popular na França: legado, conquistas e questionamentos atuais
A Frente Popular ocupa um lugar singular na história política, social e cultural francesa. Mais do que uma simples coaliazão eleitoral que reunia os socialistas da SFIO, os comunistas e os radicais em torno de Léon Blum, ela representa um momento de ruptura histórica em que as classes populares alcançaram pleno reconhecimento político e social. Em apenas alguns meses, entre 1936 e 1938, a Frente Popular transformou de forma duradoura as relações entre trabalho, capital e Esta
CERES
20 de jul.13 min de leitura


A Narrativa de Karbala no Século XXI: o significado político da Ashura nos conflitos de 2026 no Líbano e Irã
Para além do luto, a performance ritualística da Ashura (o décimo dia do mês Muharam) opera através do chamado Paradigma de Karbala ao reatualizar constantemente a narrativa fundacional onde uma força numericamente inferior escolhe o sacrifício e a morte em detrimento da submissão a um tirano opressor.
CERES
17 de jul.12 min de leitura


A Arquitetura Monetária Tripla da China Segmentação financeira como instrumento de soberania e poder estrutural
A sofisticada engenharia monetária da China utiliza três camadas — o renminbi onshore (CNY) para estabilidade e controle interno, o renminbi offshore (CNH) para internacionalização controlada e o dólar de Hong Kong (HKD) como ponte de credibilidade externa. Essa segmentação financeira estratégica permite a Pequim conciliar a integração global e o financiamento externo com a preservação de sua soberania e autonomia política, reduzindo vulnerabilidades em relação ao sistema dom
CERES
15 de jul.10 min de leitura


Belarus e a estratégia russa no conflito da Ucrânia: valor estratégico, dilemas e possíveis desdobramentos
Em junho de 2026, Belarus intensificou seu apoio estratégico à Rússia na guerra, ampliando a cooperação em infraestrutura militar, logística, economia e defesa. Embora o governo de Minsk continue evitando o envolvimento direto de suas tropas nos combates, esse aprofundamento das ações conjuntas fortalece de forma significativa o esforço de guerra de Moscou. As recentes movimentações indicam que o país se prepara para assumir um papel ainda mais ativo no conflito de forma grad
CERES
14 de jul.10 min de leitura


Copa do Mundo e a Política de Pão e Circo: o espetáculo que reorganiza a atenção global
Historicamente, os Estados Unidos utilizaram Hollywood, a música, as universidades e o esporte como instrumentos de projeção internacional. Entretanto, a Copa de 2026 expõe uma contradição: enquanto o país busca se apresentar como anfitrião do maior espetáculo esportivo do mundo, o governo Trump intensifica políticas associadas ao hard power, especialmente no campo migratório.
CERES
9 de jul.4 min de leitura


Quando a Força Vem Antes da Paz: O Preço do Poder na Escalada Entre EUA, Israel e Irã
A imprevisibilidade da política externa trumpista, caracterizada pela preferência por canais informais como as redes sociais, em detrimento das vias diplomáticas tradicionais, agrava ainda mais a incerteza internacional. Este padrão não é meramente estilístico; ele representa uma ruptura profunda com os princípios do liberalismo institucionalista e com a própria tradição diplomática norte-americana.
CERES
8 de jul.6 min de leitura


Geopolítica: Adesão da Ucrânia à União Europeia envolve diversos fatores além da guerra
a entrada da Ucrânia na União Europeia não deve ser vista apenas como uma recompensa política por sua resistência, mas como uma transformação profunda do próprio projeto europeu
CERES
3 de jul.5 min de leitura


As ações de um Império desgastado: doutrina Donroe para América Latina e a instabilidade associada
A chamada Doutrina Donroe, estabelecida com a recondução de Donald Trump à presidência dos EUA em 2024, deixou de lado uma postura baseada em cautela e certo distanciamento com relação à política interna dos países da região da América Latina e passou a agir a partir do chamado princípio de excepcionalismo, elemento já observado anteriormente na política externa norte-americana no contexto da Doutrina Monroe (formalizada em 1823)
CERES
2 de jul.14 min de leitura


SERIA O HOMEM UM ANIMAL POLÍTICO?
O artigo discute se o homem é um animal político, contrastando a sociabilidade natural de Aristóteles com o individualismo de Hobbes. O comportamento do cidadão brasileiro contemporâneo apoia a visão hobbesiana: a política é vista como um fardo, o que se reflete em altos índices de abstenção e no esquecimento dos votos legislativos. Afastado da cidadania ativa e repelido pela polarização, o eleitor busca o isolamento privado e age como um súdito.
CERES
25 de jun.7 min de leitura


Dez anos após o Brexit: a renúncia de Keir Starmer ou o esgotamento do modelo britânico?
A renúncia de Keir Starmer às vésperas do 10º aniversário do Brexit encerra uma década de turbulências que transformou o Reino Unido. O voto de 2016 pela saída da UE prometia soberania e renascimento sob o slogan "Take Back Control". Dez anos depois, o balanço é ambíguo: o país recuperou a autonomia jurídica, mas enfrenta profundas sequelas econômicas, sociais e geopolíticas. A queda de Starmer reflete a crise de uma nação que ainda busca sua identidade estratégica no mundo p
CERES
24 de jun.13 min de leitura


EUA e China Recalculam Relação: Leitura Consultiva
A visita de Donald Trump à China marcou uma transição do confronto aberto para uma competição administrada, focando na previsibilidade e estabilidade. Diante dos custos globais das tensões, ambos os países buscam conter danos. Xi Jinping propôs uma “relação de estabilidade estratégica”, priorizando a cooperação dentro de limites gerenciáveis. Para Pequim, o objetivo é institucionalizar mecanismos que evitem escaladas, garantindo o crescimento econômico e o fluxo de investimen
CERES
23 de jun.3 min de leitura
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