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Inteligência Artificial, um novo fator de poder geopolítico
. Os Estados Unidos e a China já não consideram a inteligência artificial unicamente como um setor econômico de alto valor agregado, mas sim como uma questão de soberania nacional, competitividade industrial, segurança e liderança geopolítica. A corrida pelo domínio dos algoritmos se parece cada vez mais com as grandes competições tecnológicas do século XX
CERES
há 7 horas10 min de leitura


Como a ASEAN responde à nova Ordem Mundial
Neste mês de julho, nas Filipinas, ocorreu a reunião de Ministros das Relações Exteriores da ASEAN, justamente em um momento em que o bloco está sendo pressionado simultaneamente pela rivalidade entre Estados Unidos e China, pela aproximação da Rússia com a região, pelos impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã e pelas tensões no Mar do Sul da China.
CERES
há 1 dia5 min de leitura


A Diáspora: uma estratégia de influência francesa subaproveitada
A diáspora francesa possui um enorme potencial estratégico subaproveitado pelo Estado devido à falta de visão geopolítica e ao foco meramente administrativo. Enquanto potencias como Índia e Israel mobilizam suas redes globales para impulsionar a economia, a tecnologia e a influência internacional, a França desperdiça o capital humano altamente qualificado de seus expatriados. O desafio atual é converter essa presença difusa em uma infraestrutura global de projeção de poder na
CERES
há 4 dias12 min de leitura


A Democracia Está Morrendo. Ainda Não Percebemos
A democracia não morrerá pelas mãos de um general, nem será enterrada por um golpe de Estado clássico. Não haverá tanques nas ruas, nem o encerramento abrupto dos parlamentos, nem a suspensão imediata das constituições. A democracia do século XXI morre de forma muito mais sutil, mais sofisticada e, por isso mesmo, mais perigosa: morre pelas mãos dos próprios cidadãos, convencidos de que estão a defendê-la.
CERES
há 7 dias4 min de leitura


As conquistas da Frente Popular na França: legado, conquistas e questionamentos atuais
A Frente Popular ocupa um lugar singular na história política, social e cultural francesa. Mais do que uma simples coaliazão eleitoral que reunia os socialistas da SFIO, os comunistas e os radicais em torno de Léon Blum, ela representa um momento de ruptura histórica em que as classes populares alcançaram pleno reconhecimento político e social. Em apenas alguns meses, entre 1936 e 1938, a Frente Popular transformou de forma duradoura as relações entre trabalho, capital e Esta
CERES
20 de jul.13 min de leitura


A Narrativa de Karbala no Século XXI: o significado político da Ashura nos conflitos de 2026 no Líbano e Irã
Para além do luto, a performance ritualística da Ashura (o décimo dia do mês Muharam) opera através do chamado Paradigma de Karbala ao reatualizar constantemente a narrativa fundacional onde uma força numericamente inferior escolhe o sacrifício e a morte em detrimento da submissão a um tirano opressor.
CERES
17 de jul.12 min de leitura


A Arquitetura Monetária Tripla da China Segmentação financeira como instrumento de soberania e poder estrutural
A sofisticada engenharia monetária da China utiliza três camadas — o renminbi onshore (CNY) para estabilidade e controle interno, o renminbi offshore (CNH) para internacionalização controlada e o dólar de Hong Kong (HKD) como ponte de credibilidade externa. Essa segmentação financeira estratégica permite a Pequim conciliar a integração global e o financiamento externo com a preservação de sua soberania e autonomia política, reduzindo vulnerabilidades em relação ao sistema dom
CERES
15 de jul.10 min de leitura


Belarus e a estratégia russa no conflito da Ucrânia: valor estratégico, dilemas e possíveis desdobramentos
Em junho de 2026, Belarus intensificou seu apoio estratégico à Rússia na guerra, ampliando a cooperação em infraestrutura militar, logística, economia e defesa. Embora o governo de Minsk continue evitando o envolvimento direto de suas tropas nos combates, esse aprofundamento das ações conjuntas fortalece de forma significativa o esforço de guerra de Moscou. As recentes movimentações indicam que o país se prepara para assumir um papel ainda mais ativo no conflito de forma grad
CERES
14 de jul.10 min de leitura


Copa do Mundo e a Política de Pão e Circo: o espetáculo que reorganiza a atenção global
Historicamente, os Estados Unidos utilizaram Hollywood, a música, as universidades e o esporte como instrumentos de projeção internacional. Entretanto, a Copa de 2026 expõe uma contradição: enquanto o país busca se apresentar como anfitrião do maior espetáculo esportivo do mundo, o governo Trump intensifica políticas associadas ao hard power, especialmente no campo migratório.
CERES
9 de jul.4 min de leitura


Quando a Força Vem Antes da Paz: O Preço do Poder na Escalada Entre EUA, Israel e Irã
A imprevisibilidade da política externa trumpista, caracterizada pela preferência por canais informais como as redes sociais, em detrimento das vias diplomáticas tradicionais, agrava ainda mais a incerteza internacional. Este padrão não é meramente estilístico; ele representa uma ruptura profunda com os princípios do liberalismo institucionalista e com a própria tradição diplomática norte-americana.
CERES
8 de jul.6 min de leitura


Geopolítica: Adesão da Ucrânia à União Europeia envolve diversos fatores além da guerra
a entrada da Ucrânia na União Europeia não deve ser vista apenas como uma recompensa política por sua resistência, mas como uma transformação profunda do próprio projeto europeu
CERES
3 de jul.5 min de leitura


As ações de um Império desgastado: doutrina Donroe para América Latina e a instabilidade associada
A chamada Doutrina Donroe, estabelecida com a recondução de Donald Trump à presidência dos EUA em 2024, deixou de lado uma postura baseada em cautela e certo distanciamento com relação à política interna dos países da região da América Latina e passou a agir a partir do chamado princípio de excepcionalismo, elemento já observado anteriormente na política externa norte-americana no contexto da Doutrina Monroe (formalizada em 1823)
CERES
2 de jul.14 min de leitura


SERIA O HOMEM UM ANIMAL POLÍTICO?
O artigo discute se o homem é um animal político, contrastando a sociabilidade natural de Aristóteles com o individualismo de Hobbes. O comportamento do cidadão brasileiro contemporâneo apoia a visão hobbesiana: a política é vista como um fardo, o que se reflete em altos índices de abstenção e no esquecimento dos votos legislativos. Afastado da cidadania ativa e repelido pela polarização, o eleitor busca o isolamento privado e age como um súdito.
CERES
25 de jun.7 min de leitura


Dez anos após o Brexit: a renúncia de Keir Starmer ou o esgotamento do modelo britânico?
A renúncia de Keir Starmer às vésperas do 10º aniversário do Brexit encerra uma década de turbulências que transformou o Reino Unido. O voto de 2016 pela saída da UE prometia soberania e renascimento sob o slogan "Take Back Control". Dez anos depois, o balanço é ambíguo: o país recuperou a autonomia jurídica, mas enfrenta profundas sequelas econômicas, sociais e geopolíticas. A queda de Starmer reflete a crise de uma nação que ainda busca sua identidade estratégica no mundo p
CERES
24 de jun.13 min de leitura


EUA e China Recalculam Relação: Leitura Consultiva
A visita de Donald Trump à China marcou uma transição do confronto aberto para uma competição administrada, focando na previsibilidade e estabilidade. Diante dos custos globais das tensões, ambos os países buscam conter danos. Xi Jinping propôs uma “relação de estabilidade estratégica”, priorizando a cooperação dentro de limites gerenciáveis. Para Pequim, o objetivo é institucionalizar mecanismos que evitem escaladas, garantindo o crescimento econômico e o fluxo de investimen
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23 de jun.3 min de leitura


Quem venceu a guerra? A construção de uma falsa narrativa americana na guerra contra o Irã
Donald Trump anunciou um acordo de paz com o Irã no G7, vendido internamente como uma vitória estratégica para as eleições. Contudo, os resultados concretos contradizem essa narrativa: o Irã manteve sua capacidade nuclear e o controle do Estreito de Ormuz, além de ver o regime fortalecido pelo nacionalismo. Aliados no Golfo recuaram, Israel isolou-se e os EUA colheram apenas um triunfo discursivo para o público doméstico, enquanto o equilíbrio geopolítico real pouco mudou.
CERES
19 de jun.5 min de leitura


Da rivalidade à cooperação: Japão e Coreia do Sul na nova ordem regional
Desde 2025, Japão e Coreia do Sul vêm reconfigurando suas relações bilaterais, priorizando uma agenda de cooperação estratégica apesar da permanência de disputas históricas e territoriais. Ao contrário de períodos anteriores, os atuais governos buscam compartimentalizar temas sensíveis, como a ocupação japonesa, as compensações de guerra e a disputa pelas ilhas Dokdo/Takeshima, evitando que esses impasses comprometam a cooperação em áreas de interesse comum
CERES
18 de jun.6 min de leitura


Geopolítica: Irã impõe uma nova configuração no Oriente Médio
Na prática, o Irã inaugura um novo capítulo na história do Oriente Médio após o que apresenta como sua vitória na guerra do Estreito de Ormuz. Com o anúncio de um acordo destinado a encerrar o conflito entre os EUA e o Irã, suspender o bloqueio naval, restabelecer a navegação segura pelo estreito e recuperar direitos iranianos que teriam sido limitados por resoluções anteriores dos Estados Unidos, do Conselho de Segurança da ONU e da AIEA , abre-se uma nova etapa no equilíbri
CERES
17 de jun.6 min de leitura


O Governo Lula e o Regresso do Brasil ao Cenário Internacional
O retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República em 2023 representou não apenas uma mudança política interna, mas também uma tentativa de reconstrução da inserção internacional brasileira. Após um período marcado por desgaste diplomático, tensões ambientais e enfraquecimento do multilateralismo brasileiro, o novo governo passou a defender novamente uma atuação mais ativa nos debates internacionais relacionados ao clima, desenvolvimento, governança global e co
CERES
16 de jun.7 min de leitura


Vidas precárias e violência internacional: a morte de crianças iranianas, libanesas e os enquadramentos da guerra contemporânea
As guerras de hoje em dia escancaram uma contradição que teima em existir no mundo: mesmo com um conjunto tratados e convenções que buscam proteger as pessoas em tempos de guerra — como as Convenções de Genebra e a Convenção sobre os Direitos da Criança —, a morte de civis ainda acontece frequentemente em ações militares.
CERES
10 de jun.10 min de leitura
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