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A ironia estratégica entre China e Índia
A relação entre China e Índia representa um dos paradoxos mais interessantes da política internacional contemporânea. Duas potências que disputam influência regional, enfrentam desconfianças estratégicas e possuem interesses divergentes na ordem asiática também têm razões concretas para cooperar.
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há 4 dias6 min de leitura


Ventos do Norte soprando na América Latina: a eleição brasileira de 2026 no cenário regional
Em 26 de maio de 2026, o senador Flávio Bolsonaro, então pré-candidato do PL à Presidência no Brasil, esteve na Casa Branca. A viagem fazia parte da pré-campanha que já se utilizava do tema das relações bilaterais entre Estados Unidos e Brasil como bandeira, e foi justamente em tal contexto que um registro fotográfico de Flávio e seu irmão Eduardo Bolsonaro, ao lado o presidente Donald Trump foi feito.
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22 de out.13 min de leitura


BTS vs. Grammy: obsolescência por ausência e a geopolítica da recusa
Este artigo analisa a decisão do BTS de não submeter o álbum ARIRANG nem suas faixas à 69ª edição do Grammy Awards, marcada para 2027. O gesto ocorreu após a Recording Academy anunciar a categoria Best Asian Pop Music Performance, definida pela origem ou pelo reconhecimento em mercados asiáticos e pelo uso significativo de um ou mais idiomas asiáticos
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15 de out.21 min de leitura


O Conto da Aia está muito longe da nossa realidade?
O Conto da Aia, criou uma das distopias mais perturbadoras da literatura contemporânea. Em Gilead, os Estados Unidos são transformados em uma teocracia autoritária na qual homens concentram o poder político, econômico e religioso, enquanto as mulheres são distribuídas em funções determinadas pelo gênero. As Esposas administram o lar; as Marthas servem; as Handmaids reproduzem.
O mais perturbador, entretanto, não é apenas a violência do regime. É a maneira como essa violência
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9 de out.10 min de leitura


A ascensão da extrema direita e a erosão democrática
Processos recentes de retrocesso democrático têm sido conduzidos, em grande medida, por governos democraticamente eleitos, que exploram vulnerabilidades legais e constitucionais para enfraquecer controles sobre o Executivo e reduzir as condições para uma competição política efetivamente livre.
Portanto, a erosão democrática comece nas urnas. Isso não implica que votar em partidos conservadores represente votar contra a democracia.
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8 de out.5 min de leitura


QUEM SÃO OS VERDADEIROS IDIOTAS: OS QUE DISCUTEM POLÍTICA OU OS QUE SE ABSTÊM? UMA PROVOCAÇÃO ARISTOTÉLICA AOS 33 MILHÕES DE BRASILEIROS QUE ESCOLHERAM O SILÊNCIO NAS URNAS
O artigo questiona, a partir de Aristóteles, quem seriam os verdadeiros “idiotas”: os que discutem política ou os que se abstêm. Ao recuperar o conceito de zoon politikon e idiótes, argumenta que a participação política é parte essencial da cidadania. Diante das mais de 33 milhões de abstenções no Brasil, defende que o afastamento das urnas não elimina as consequências das decisões políticas e que exercer o voto significa assumir responsabilidade pelo destino coletivo.
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7 de out.4 min de leitura


O bolsonarismo já venceu. O segundo turno decidirá apenas até onde irá a sua vitória e quanto o Brasil vai perder...
Flávio Bolsonaro e Lula disputam o 2º Turno, embora o Bolsonarismo venceu as eleições com maioria no Senado, Congresso e em 11 Estados... Quem perdeu foi o meio ambiente, direitos civis, patrimonio nacional....e o Brasil. Relegendo aos envolvidos no Banco Master e investigados, não era contra a corrupção...
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6 de out.10 min de leitura


Geoeconomia: China, energia nuclear e inteligência artificial e a nova disputa pelo poder industrial
Pequim não está apenas construindo reatores. Está estruturando um sistema energético capaz de sustentar inteligência artificial, indústria avançada e autonomia tecnológica, enquanto reduz a exposição de sua economia aos riscos das cadeias internacionais de energia.
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1 de out.5 min de leitura


A reconfiguração da Ordem Mundial no Século XXI e os desafios estratégicos para África
O século XXI é marcado por uma transformação progressiva da distribuição do poder internacional, pela intensificação da competição entre grandes potências e pela emergência de novos centros de influência económica, tecnológica e estratégica. Este artigo analisa as implicações desta reconfiguração para África a partir de três níveis de análise das Relações Internacionais: doméstico, regional e sistémico.
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29 de set.7 min de leitura


O BRASIL PRECISA VOLTAR A PENSAR COMO BRASIL
problema é que a polarização chegou a um nível em que até mesmo a defesa de interesses nacionais relativamente elementares é interpretada pelo filtro da disputa ideológica. Se Lula defende determinada posição internacional, alguns sentem a necessidade de rejeitá-la simplesmente porque foi Lula quem a defendeu; se um governo estrangeiro critica uma decisão brasileira, outros sentem a necessidade de assumir automaticamente essa crítica como legítima porque coincide com sua pró
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25 de set.8 min de leitura


A Organização de Cooperação de Xangai: a outra arquitetura de poder da Eurásia
Há vinte e cinco anos, a Organização de Cooperação de Xangai ainda era apenas uma estrutura regional relativamente discreta, surgida das preocupações com a segurança da China, da Rússia e das repúblicas da Ásia Central. Seu foco principal eram as fronteiras, o terrorismo, o separatismo e a estabilidade de uma região há muito considerada periférica pelas potências ocidentais.
Hoje, seu peso é totalmente diferente.
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24 de set.14 min de leitura


A Revalorização das Operações Terrestres no Conflito Russo-Ucraniana: Atrito, Efetivos e Perspectivas para o Front
Nos últimos meses, a intensificação das operações aéreas passou a desempenhar papel relevante nessa dinâmica. Rússia e Ucrânia ampliaram a utilização de drones e mísseis contra alvos militares, logísticos e estratégicos, enquanto infraestruturas energéticas, portos e corredores de abastecimento passaram a ter papel mais evidente na condução do conflito.
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15 de set.16 min de leitura


Coreia do Sul e o Estreito de Ormuz: os limites da influência americana sobre Seul
Os Estados Unidos vêm pressionando a Coreia do Sul para contribuir com esforços destinados a restabelecer a liberdade de navegação no estreito, considerado estratégico para o fluxo internacional de petróleo, gás natural e outras commodities. A administração de Donald Trump tem deixado claro que espera uma participação mais efetiva de seus aliados, e a Coreia do Sul ocupa uma posição particularmente relevante por ser uma das maiores economias industriais da Ásia
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14 de set.8 min de leitura


Data centers, gás natural e a nova geopolítica energética
A expansão acelerada dos data centers e da inteligência artificial está, portanto, criando um setor específico de alta demanda de consumo de energia, na qual o gás natural tende a ocupar posição cada vez mais estratégica. Isso ocorre porque as infraestruturas digitais operam 24 horas por dia e exigem elevados níveis de confiabilidade, estabilidade de frequência e disponibilidade elétrica.
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4 de set.8 min de leitura


A guerra sem fim no Oriente Médio e a ameaça de uma nova crise global de insegurança alimentar
Petróleo, fertilizantes e produção de alimentos nunca estiveram tão interligados. A relação entre petróleo e segurança alimentar é estrutural. O petróleo influencia os custos de máquinas agrícolas, irrigação, transporte rodoviário, armazenagem, refrigeração, processamento e distribuição.
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19 de ago.5 min de leitura


Geopolítica: reconfiguração da segurança regional do Golfo Pérsico e uma nova ordem geopolítica
A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não deve ser interpretada como a causa fundamental dessa transformação, mas como um poderoso acelerador de tendências que já estavam em curso, expondo de maneira mais evidente as fragilidades da ordem internacional contemporânea
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14 de ago.6 min de leitura


O que são os Panda Bonds e por que o Brasil quer emitir títulos na China
O Brasil deu o primeiro passo para emitir, pela primeira vez, títulos da dívida pública no mercado financeiro da China. Até hoje, as emissões brasileiras no exterior são concentradas principalmente em dólares e, mais recentemente, em euros. Agora, o governo pretende acessar diretamente o mercado de capitais chinês e captar recursos em yuan, a moeda da China.
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30 de jul.6 min de leitura


Inteligência Artificial, um novo fator de poder geopolítico
. Os Estados Unidos e a China já não consideram a inteligência artificial unicamente como um setor econômico de alto valor agregado, mas sim como uma questão de soberania nacional, competitividade industrial, segurança e liderança geopolítica. A corrida pelo domínio dos algoritmos se parece cada vez mais com as grandes competições tecnológicas do século XX
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28 de jul.10 min de leitura


Como a ASEAN responde à nova Ordem Mundial
Neste mês de julho, nas Filipinas, ocorreu a reunião de Ministros das Relações Exteriores da ASEAN, justamente em um momento em que o bloco está sendo pressionado simultaneamente pela rivalidade entre Estados Unidos e China, pela aproximação da Rússia com a região, pelos impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã e pelas tensões no Mar do Sul da China.
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27 de jul.5 min de leitura


A Diáspora: uma estratégia de influência francesa subaproveitada
A diáspora francesa possui um enorme potencial estratégico subaproveitado pelo Estado devido à falta de visão geopolítica e ao foco meramente administrativo. Enquanto potencias como Índia e Israel mobilizam suas redes globales para impulsionar a economia, a tecnologia e a influência internacional, a França desperdiça o capital humano altamente qualificado de seus expatriados. O desafio atual é converter essa presença difusa em uma infraestrutura global de projeção de poder na
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24 de jul.12 min de leitura
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