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Quem vai traduzir essa mobilização em participação efetiva? Uma análise dos protestos de setembro de 2025 no Nepal à luz dos conceitos de violência e agência de Frantz Fanon
Nas primeiras semanas de setembro de 2025, o Kathmandu e diversas outras cidades do Nepal foram palco de manifestações massivas — lideradas majoritariamente por jovens da “Geração Z” — que protestavam contra uma ação governamental de bloquear plataformas de redes sociais.
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há 1 dia10 min de leitura


O que são os Panda Bonds e por que o Brasil quer emitir títulos na China
O Brasil deu o primeiro passo para emitir, pela primeira vez, títulos da dívida pública no mercado financeiro da China. Até hoje, as emissões brasileiras no exterior são concentradas principalmente em dólares e, mais recentemente, em euros. Agora, o governo pretende acessar diretamente o mercado de capitais chinês e captar recursos em yuan, a moeda da China.
CERES
30 de jul.6 min de leitura


Inteligência Artificial, um novo fator de poder geopolítico
. Os Estados Unidos e a China já não consideram a inteligência artificial unicamente como um setor econômico de alto valor agregado, mas sim como uma questão de soberania nacional, competitividade industrial, segurança e liderança geopolítica. A corrida pelo domínio dos algoritmos se parece cada vez mais com as grandes competições tecnológicas do século XX
CERES
28 de jul.10 min de leitura


Como a ASEAN responde à nova Ordem Mundial
Neste mês de julho, nas Filipinas, ocorreu a reunião de Ministros das Relações Exteriores da ASEAN, justamente em um momento em que o bloco está sendo pressionado simultaneamente pela rivalidade entre Estados Unidos e China, pela aproximação da Rússia com a região, pelos impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã e pelas tensões no Mar do Sul da China.
CERES
27 de jul.5 min de leitura


A Diáspora: uma estratégia de influência francesa subaproveitada
A diáspora francesa possui um enorme potencial estratégico subaproveitado pelo Estado devido à falta de visão geopolítica e ao foco meramente administrativo. Enquanto potencias como Índia e Israel mobilizam suas redes globales para impulsionar a economia, a tecnologia e a influência internacional, a França desperdiça o capital humano altamente qualificado de seus expatriados. O desafio atual é converter essa presença difusa em uma infraestrutura global de projeção de poder na
CERES
24 de jul.12 min de leitura


As conquistas da Frente Popular na França: legado, conquistas e questionamentos atuais
A Frente Popular ocupa um lugar singular na história política, social e cultural francesa. Mais do que uma simples coaliazão eleitoral que reunia os socialistas da SFIO, os comunistas e os radicais em torno de Léon Blum, ela representa um momento de ruptura histórica em que as classes populares alcançaram pleno reconhecimento político e social. Em apenas alguns meses, entre 1936 e 1938, a Frente Popular transformou de forma duradoura as relações entre trabalho, capital e Esta
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20 de jul.13 min de leitura


A Arquitetura Monetária Tripla da China Segmentação financeira como instrumento de soberania e poder estrutural
A sofisticada engenharia monetária da China utiliza três camadas — o renminbi onshore (CNY) para estabilidade e controle interno, o renminbi offshore (CNH) para internacionalização controlada e o dólar de Hong Kong (HKD) como ponte de credibilidade externa. Essa segmentação financeira estratégica permite a Pequim conciliar a integração global e o financiamento externo com a preservação de sua soberania e autonomia política, reduzindo vulnerabilidades em relação ao sistema dom
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15 de jul.10 min de leitura


Belarus e a estratégia russa no conflito da Ucrânia: valor estratégico, dilemas e possíveis desdobramentos
Em junho de 2026, Belarus intensificou seu apoio estratégico à Rússia na guerra, ampliando a cooperação em infraestrutura militar, logística, economia e defesa. Embora o governo de Minsk continue evitando o envolvimento direto de suas tropas nos combates, esse aprofundamento das ações conjuntas fortalece de forma significativa o esforço de guerra de Moscou. As recentes movimentações indicam que o país se prepara para assumir um papel ainda mais ativo no conflito de forma grad
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14 de jul.10 min de leitura


Copa do Mundo e a Política de Pão e Circo: o espetáculo que reorganiza a atenção global
Historicamente, os Estados Unidos utilizaram Hollywood, a música, as universidades e o esporte como instrumentos de projeção internacional. Entretanto, a Copa de 2026 expõe uma contradição: enquanto o país busca se apresentar como anfitrião do maior espetáculo esportivo do mundo, o governo Trump intensifica políticas associadas ao hard power, especialmente no campo migratório.
CERES
9 de jul.4 min de leitura


As ações de um Império desgastado: doutrina Donroe para América Latina e a instabilidade associada
A chamada Doutrina Donroe, estabelecida com a recondução de Donald Trump à presidência dos EUA em 2024, deixou de lado uma postura baseada em cautela e certo distanciamento com relação à política interna dos países da região da América Latina e passou a agir a partir do chamado princípio de excepcionalismo, elemento já observado anteriormente na política externa norte-americana no contexto da Doutrina Monroe (formalizada em 1823)
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2 de jul.14 min de leitura


Dez anos após o Brexit: a renúncia de Keir Starmer ou o esgotamento do modelo britânico?
A renúncia de Keir Starmer às vésperas do 10º aniversário do Brexit encerra uma década de turbulências que transformou o Reino Unido. O voto de 2016 pela saída da UE prometia soberania e renascimento sob o slogan "Take Back Control". Dez anos depois, o balanço é ambíguo: o país recuperou a autonomia jurídica, mas enfrenta profundas sequelas econômicas, sociais e geopolíticas. A queda de Starmer reflete a crise de uma nação que ainda busca sua identidade estratégica no mundo p
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24 de jun.13 min de leitura


Quem venceu a guerra? A construção de uma falsa narrativa americana na guerra contra o Irã
Donald Trump anunciou um acordo de paz com o Irã no G7, vendido internamente como uma vitória estratégica para as eleições. Contudo, os resultados concretos contradizem essa narrativa: o Irã manteve sua capacidade nuclear e o controle do Estreito de Ormuz, além de ver o regime fortalecido pelo nacionalismo. Aliados no Golfo recuaram, Israel isolou-se e os EUA colheram apenas um triunfo discursivo para o público doméstico, enquanto o equilíbrio geopolítico real pouco mudou.
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19 de jun.5 min de leitura


O duelo dos corredores de gás africanos: um indicador das reestruturações geopolíticas euro-africanas
O relançamento do Gasoduto Trans-Saariano (TSGP) em 2026 é um marco geoeconômico na África, comparável à ZLECAf. Antes tido como inviável pela insegurança no Sahel, o projeto ganha força com a crise energética europeia pós-guerra na Ucrânia, a reestruturação política regional, a afirmação de novas potências locais e a disputa global por recursos.
CERES
12 de jun.8 min de leitura


Vidas precárias e violência internacional: a morte de crianças iranianas, libanesas e os enquadramentos da guerra contemporânea
As guerras de hoje em dia escancaram uma contradição que teima em existir no mundo: mesmo com um conjunto tratados e convenções que buscam proteger as pessoas em tempos de guerra — como as Convenções de Genebra e a Convenção sobre os Direitos da Criança —, a morte de civis ainda acontece frequentemente em ações militares.
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10 de jun.10 min de leitura


União Europeia: Agricultura e alimentação no caminho da segurança alimentar e climática
A agricultura e a alimentação estão no centro de duas das maiores questões estratégicas do século XXI: a segurança alimentar global e as mudanças climáticas. O setor deixou de ser apenas uma atividade econômica ligada à produção rural e passou a ocupar uma posição estrutural na estabilidade geopolítica, energética, ambiental e social no mundo atual.
CERES
11 de mai.5 min de leitura


O Apagamento Drástico da Palestina: entre Mapas, Silêncio e a Política da Invisibilidade
A história da Palestina, sobretudo na Faixa de Gaza, está sendo reescrita não apenas por bombas, mas por narrativas. O que se observa hoje não é apenas uma guerra — é um processo multifacetado de apagamento territorial, simbólico e político. E talvez o mais alarmante seja que esse apagamento ocorre simultaneamente em dois níveis: no terreno e na percepção global.
CERES
6 de mai.6 min de leitura


Geopolítica energética russa: o oleoduto Druzhba
Nos últimos anos, desde a entrada de Vladimir Putin ao poder na Rússia, a distribuição e o controle sobre fluxos energéticos vêm sendo usados como fortes ferramentas de política externa pelo Kremlin. Através de suas utilizações, a Rússia se tornou um parceiro comercial chave para a União Europeia, que, até o início do conflito russo-ucraniano, em 2022, era o principal destino de exportações de commodities como gás natural e petróleo da Rússia.
CERES
5 de mai.6 min de leitura


Democracia sem Democracia? Erosão Institucional, Polarização e a Morte do Diálogo no Século XXI
A democracia contemporânea enfrenta um paradoxo fundamental: mantém as suas formas institucionais, mas vê os seus conteúdos normativos progressivamente esvaziados. O enfraquecimento do diálogo, a deslegitimação do adversário e a instrumentalização das instituições configuram um cenário de erosão interna que não pode ser ignorado.
O ódio não pode substituir o diálogo político.
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30 de abr.5 min de leitura


As “Trad Wifes” do imaginário online: As reconfigurações do Feminismo Hoje
Um dos fenômenos que ganhou força nas mídias sociais foi a supervalorização de modos de vida, com noção de perfeição no que é considerado diário e corriqueiro. Também neles viram-se as denominadas “Trad Wifes” (Tradicional, do inglês) com a figura personificada no Brasil de “Esposa Troféu”, a mesma que é impecável do perfil às próprias ações, a fim de que seja bancada para que permaneça na própria residência com idealizações dessas vivências resumidas no cuidado pessoal e dos
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29 de abr.4 min de leitura


A Nova Guerra Fria da IA
O avanço de empresas como a DeepSeek ilustra como a China já atua como competidora direta e, em alguns aspectos, disruptiva, no desenvolvimento de modelos avançados. Ao lançar sistemas com desempenho comparável aos líderes ocidentais, mas com custos significativamente mais baixos, a empresa desafia uma das principais vantagens estruturais dos Estados Unidos que é a capacidade de mobilizar grandes volumes de capital e infraestrutura para inovação
CERES
28 de abr.4 min de leitura
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