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Geoeconomia: China, energia nuclear e inteligência artificial e a nova disputa pelo poder industrial
Pequim não está apenas construindo reatores. Está estruturando um sistema energético capaz de sustentar inteligência artificial, indústria avançada e autonomia tecnológica, enquanto reduz a exposição de sua economia aos riscos das cadeias internacionais de energia.
CERES
há 2 dias5 min de leitura


A reconfiguração da Ordem Mundial no Século XXI e os desafios estratégicos para África
O século XXI é marcado por uma transformação progressiva da distribuição do poder internacional, pela intensificação da competição entre grandes potências e pela emergência de novos centros de influência económica, tecnológica e estratégica. Este artigo analisa as implicações desta reconfiguração para África a partir de três níveis de análise das Relações Internacionais: doméstico, regional e sistémico.
CERES
há 4 dias7 min de leitura


O BRASIL PRECISA VOLTAR A PENSAR COMO BRASIL
problema é que a polarização chegou a um nível em que até mesmo a defesa de interesses nacionais relativamente elementares é interpretada pelo filtro da disputa ideológica. Se Lula defende determinada posição internacional, alguns sentem a necessidade de rejeitá-la simplesmente porque foi Lula quem a defendeu; se um governo estrangeiro critica uma decisão brasileira, outros sentem a necessidade de assumir automaticamente essa crítica como legítima porque coincide com sua pró
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25 de set.8 min de leitura


A Organização de Cooperação de Xangai: a outra arquitetura de poder da Eurásia
Há vinte e cinco anos, a Organização de Cooperação de Xangai ainda era apenas uma estrutura regional relativamente discreta, surgida das preocupações com a segurança da China, da Rússia e das repúblicas da Ásia Central. Seu foco principal eram as fronteiras, o terrorismo, o separatismo e a estabilidade de uma região há muito considerada periférica pelas potências ocidentais.
Hoje, seu peso é totalmente diferente.
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24 de set.14 min de leitura


Coreia do Sul e o Estreito de Ormuz: os limites da influência americana sobre Seul
Os Estados Unidos vêm pressionando a Coreia do Sul para contribuir com esforços destinados a restabelecer a liberdade de navegação no estreito, considerado estratégico para o fluxo internacional de petróleo, gás natural e outras commodities. A administração de Donald Trump tem deixado claro que espera uma participação mais efetiva de seus aliados, e a Coreia do Sul ocupa uma posição particularmente relevante por ser uma das maiores economias industriais da Ásia
CERES
14 de set.8 min de leitura


Data centers, gás natural e a nova geopolítica energética
A expansão acelerada dos data centers e da inteligência artificial está, portanto, criando um setor específico de alta demanda de consumo de energia, na qual o gás natural tende a ocupar posição cada vez mais estratégica. Isso ocorre porque as infraestruturas digitais operam 24 horas por dia e exigem elevados níveis de confiabilidade, estabilidade de frequência e disponibilidade elétrica.
CERES
4 de set.8 min de leitura


Quem vai traduzir essa mobilização em participação efetiva? Uma análise dos protestos de setembro de 2025 no Nepal à luz dos conceitos de violência e agência de Frantz Fanon
Nas primeiras semanas de setembro de 2025, o Kathmandu e diversas outras cidades do Nepal foram palco de manifestações massivas — lideradas majoritariamente por jovens da “Geração Z” — que protestavam contra uma ação governamental de bloquear plataformas de redes sociais.
CERES
17 de ago.10 min de leitura


O que são os Panda Bonds e por que o Brasil quer emitir títulos na China
O Brasil deu o primeiro passo para emitir, pela primeira vez, títulos da dívida pública no mercado financeiro da China. Até hoje, as emissões brasileiras no exterior são concentradas principalmente em dólares e, mais recentemente, em euros. Agora, o governo pretende acessar diretamente o mercado de capitais chinês e captar recursos em yuan, a moeda da China.
CERES
30 de jul.6 min de leitura


Inteligência Artificial, um novo fator de poder geopolítico
. Os Estados Unidos e a China já não consideram a inteligência artificial unicamente como um setor econômico de alto valor agregado, mas sim como uma questão de soberania nacional, competitividade industrial, segurança e liderança geopolítica. A corrida pelo domínio dos algoritmos se parece cada vez mais com as grandes competições tecnológicas do século XX
CERES
28 de jul.10 min de leitura


Como a ASEAN responde à nova Ordem Mundial
Neste mês de julho, nas Filipinas, ocorreu a reunião de Ministros das Relações Exteriores da ASEAN, justamente em um momento em que o bloco está sendo pressionado simultaneamente pela rivalidade entre Estados Unidos e China, pela aproximação da Rússia com a região, pelos impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã e pelas tensões no Mar do Sul da China.
CERES
27 de jul.5 min de leitura


A Diáspora: uma estratégia de influência francesa subaproveitada
A diáspora francesa possui um enorme potencial estratégico subaproveitado pelo Estado devido à falta de visão geopolítica e ao foco meramente administrativo. Enquanto potencias como Índia e Israel mobilizam suas redes globales para impulsionar a economia, a tecnologia e a influência internacional, a França desperdiça o capital humano altamente qualificado de seus expatriados. O desafio atual é converter essa presença difusa em uma infraestrutura global de projeção de poder na
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24 de jul.12 min de leitura


As conquistas da Frente Popular na França: legado, conquistas e questionamentos atuais
A Frente Popular ocupa um lugar singular na história política, social e cultural francesa. Mais do que uma simples coaliazão eleitoral que reunia os socialistas da SFIO, os comunistas e os radicais em torno de Léon Blum, ela representa um momento de ruptura histórica em que as classes populares alcançaram pleno reconhecimento político e social. Em apenas alguns meses, entre 1936 e 1938, a Frente Popular transformou de forma duradoura as relações entre trabalho, capital e Esta
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20 de jul.13 min de leitura


A Arquitetura Monetária Tripla da China Segmentação financeira como instrumento de soberania e poder estrutural
A sofisticada engenharia monetária da China utiliza três camadas — o renminbi onshore (CNY) para estabilidade e controle interno, o renminbi offshore (CNH) para internacionalização controlada e o dólar de Hong Kong (HKD) como ponte de credibilidade externa. Essa segmentação financeira estratégica permite a Pequim conciliar a integração global e o financiamento externo com a preservação de sua soberania e autonomia política, reduzindo vulnerabilidades em relação ao sistema dom
CERES
15 de jul.10 min de leitura


Belarus e a estratégia russa no conflito da Ucrânia: valor estratégico, dilemas e possíveis desdobramentos
Em junho de 2026, Belarus intensificou seu apoio estratégico à Rússia na guerra, ampliando a cooperação em infraestrutura militar, logística, economia e defesa. Embora o governo de Minsk continue evitando o envolvimento direto de suas tropas nos combates, esse aprofundamento das ações conjuntas fortalece de forma significativa o esforço de guerra de Moscou. As recentes movimentações indicam que o país se prepara para assumir um papel ainda mais ativo no conflito de forma grad
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14 de jul.10 min de leitura


Copa do Mundo e a Política de Pão e Circo: o espetáculo que reorganiza a atenção global
Historicamente, os Estados Unidos utilizaram Hollywood, a música, as universidades e o esporte como instrumentos de projeção internacional. Entretanto, a Copa de 2026 expõe uma contradição: enquanto o país busca se apresentar como anfitrião do maior espetáculo esportivo do mundo, o governo Trump intensifica políticas associadas ao hard power, especialmente no campo migratório.
CERES
9 de jul.4 min de leitura


As ações de um Império desgastado: doutrina Donroe para América Latina e a instabilidade associada
A chamada Doutrina Donroe, estabelecida com a recondução de Donald Trump à presidência dos EUA em 2024, deixou de lado uma postura baseada em cautela e certo distanciamento com relação à política interna dos países da região da América Latina e passou a agir a partir do chamado princípio de excepcionalismo, elemento já observado anteriormente na política externa norte-americana no contexto da Doutrina Monroe (formalizada em 1823)
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2 de jul.14 min de leitura


Dez anos após o Brexit: a renúncia de Keir Starmer ou o esgotamento do modelo britânico?
A renúncia de Keir Starmer às vésperas do 10º aniversário do Brexit encerra uma década de turbulências que transformou o Reino Unido. O voto de 2016 pela saída da UE prometia soberania e renascimento sob o slogan "Take Back Control". Dez anos depois, o balanço é ambíguo: o país recuperou a autonomia jurídica, mas enfrenta profundas sequelas econômicas, sociais e geopolíticas. A queda de Starmer reflete a crise de uma nação que ainda busca sua identidade estratégica no mundo p
CERES
24 de jun.13 min de leitura


Quem venceu a guerra? A construção de uma falsa narrativa americana na guerra contra o Irã
Donald Trump anunciou um acordo de paz com o Irã no G7, vendido internamente como uma vitória estratégica para as eleições. Contudo, os resultados concretos contradizem essa narrativa: o Irã manteve sua capacidade nuclear e o controle do Estreito de Ormuz, além de ver o regime fortalecido pelo nacionalismo. Aliados no Golfo recuaram, Israel isolou-se e os EUA colheram apenas um triunfo discursivo para o público doméstico, enquanto o equilíbrio geopolítico real pouco mudou.
CERES
19 de jun.5 min de leitura


O duelo dos corredores de gás africanos: um indicador das reestruturações geopolíticas euro-africanas
O relançamento do Gasoduto Trans-Saariano (TSGP) em 2026 é um marco geoeconômico na África, comparável à ZLECAf. Antes tido como inviável pela insegurança no Sahel, o projeto ganha força com a crise energética europeia pós-guerra na Ucrânia, a reestruturação política regional, a afirmação de novas potências locais e a disputa global por recursos.
CERES
12 de jun.8 min de leitura


Vidas precárias e violência internacional: a morte de crianças iranianas, libanesas e os enquadramentos da guerra contemporânea
As guerras de hoje em dia escancaram uma contradição que teima em existir no mundo: mesmo com um conjunto tratados e convenções que buscam proteger as pessoas em tempos de guerra — como as Convenções de Genebra e a Convenção sobre os Direitos da Criança —, a morte de civis ainda acontece frequentemente em ações militares.
CERES
10 de jun.10 min de leitura
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